João do Rio
Escritor e jornalista brasileiro, João do Rio, pseudónimo de Paulo Barreto, nascido a 5 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, e falecido a 23 de junho de 1921, destacou-se como autor de grandes reportagens e de peças de teatro.
Na altura em que estudava no Ginásio Nacional, com 17 anos, publicou com o seu próprio nome o seu primeiro texto, uma crítica de teatro, no jornal A Tribuna.
Até 1903, mas aí sob vários pseudónimos, colaborou em publicações como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Já em 1903, ingressou no jornal Gazeta de Notícias, onde criou o pseudónimo que haveria de usar no resto da carreira, João do Rio. Foi aqui que, a partir de 1904, se destacou como autor de grandes reportagens nomeadamente As Religiões do Rio, que viria mais tarde (1905) a ser publicada em livro, tal como aconteceu com Momento Literário. Foi o primeiro jornalista brasileiro a interessar-se pela crónica social.
Destacou-se também como dramaturgo e o seu maior êxito foi a peça A Bela Madame Vargas, que estreou em 1912. Contudo, a sua primeira peça, levada à cena em 1906, havia sido Chic-chic. Em 1907, assinou a peça A Última Noite. Mais tarde, escreveu Eva, mais precisamente em 1915. A sua experiência no teatro levou-o a fundar em 1918 a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, da qual foi o primeiro presidente.
Entretanto, assinou diversos livros de contos e de crónicas, assim como o romance A Correspondência de Uma Estação de Cura, em 1918.
Em 1920, fundou o jornal A Pátria, com o qual procurou defender os interesses de pescadores portugueses oriundos da Póvoa do Varzim, que abasteciam o Rio de Janeiro de peixe e que entraram em greve para protestar contra a obrigação de se naturalizarem brasileiros.
João do Rio, que também recorreu aos pseudónimos Claude, José Antonio José, Caran d'Ache e Joe, e ao heterónimo Godofredo de Alencar, foi aceite na Academia Brasileira de Letras em 1910.
Homossexual assumido, foi o primeiro tradutor brasileiro de Oscar Wilde, assim como de Edgar Allan Poe.
João do Rio morreu a 23 de junho de 1921, vítima de um enfarte, no Rio de Janeiro.
Na altura em que estudava no Ginásio Nacional, com 17 anos, publicou com o seu próprio nome o seu primeiro texto, uma crítica de teatro, no jornal A Tribuna.
Até 1903, mas aí sob vários pseudónimos, colaborou em publicações como O Paiz, O Dia, Correio Mercantil, O Tagarela e O Coió. Já em 1903, ingressou no jornal Gazeta de Notícias, onde criou o pseudónimo que haveria de usar no resto da carreira, João do Rio. Foi aqui que, a partir de 1904, se destacou como autor de grandes reportagens nomeadamente As Religiões do Rio, que viria mais tarde (1905) a ser publicada em livro, tal como aconteceu com Momento Literário. Foi o primeiro jornalista brasileiro a interessar-se pela crónica social.
Destacou-se também como dramaturgo e o seu maior êxito foi a peça A Bela Madame Vargas, que estreou em 1912. Contudo, a sua primeira peça, levada à cena em 1906, havia sido Chic-chic. Em 1907, assinou a peça A Última Noite. Mais tarde, escreveu Eva, mais precisamente em 1915. A sua experiência no teatro levou-o a fundar em 1918 a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, da qual foi o primeiro presidente.
Entretanto, assinou diversos livros de contos e de crónicas, assim como o romance A Correspondência de Uma Estação de Cura, em 1918.
Em 1920, fundou o jornal A Pátria, com o qual procurou defender os interesses de pescadores portugueses oriundos da Póvoa do Varzim, que abasteciam o Rio de Janeiro de peixe e que entraram em greve para protestar contra a obrigação de se naturalizarem brasileiros.
João do Rio, que também recorreu aos pseudónimos Claude, José Antonio José, Caran d'Ache e Joe, e ao heterónimo Godofredo de Alencar, foi aceite na Academia Brasileira de Letras em 1910.
Homossexual assumido, foi o primeiro tradutor brasileiro de Oscar Wilde, assim como de Edgar Allan Poe.
João do Rio morreu a 23 de junho de 1921, vítima de um enfarte, no Rio de Janeiro.
Partilhar
Como referenciar
João do Rio na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$joao-do-rio [visualizado em 2026-07-28 13:56:18].
Outros artigos
-
Rio de JaneiroCapital do estado brasileiro do Rio de Janeiro. Situa-se à entrada da vasta baía da Guanabara. A baí...
-
Oscar WildePoeta, dramaturgo e ensaísta irlandês, de nome completo Oscar O'Flahertie Fingal Wills Wilde, nasceu...
-
Academia Brasileira de LetrasInstituição fundada em 1896 que reúne os principais escritores, filólogos, jornalistas e estudiosos ...
-
AlencarPersonagem de Os Maias, de Eça de Queirós, Tomás de Alencar aparece como símbolo da oposição ao Real...
-
Barranco de CegosRomance da autoria de Alves Redol, publicado em 1962, constitui uma das melhores criações da carreir
-
Écloga BastoA Écloga Basto, em redondilha menor, apresenta no início uma dedicatória a Nuno Álvares Pereira, irm
-
O Primo BasílioEscrito por Eça em Inglaterra, O Primo Basílio foi publicado em 1878, vindo a conhecer uma edição re
-
Prosas BárbarasVolume póstumo que reúne textos publicados em folhetim nos jornais Gazeta de Portugal e Revolução de
-
Cipriano BarataPolítico, jornalista e médico brasileiro do primeiro quartel do século XIX, Cipriano José Barata nas
-
Barbear, PentearConjunto de folhetins de Fialho de Almeida publicados em 1910, de teor variado: o primeiro e mais lo
Partilhar
Como referenciar 
João do Rio na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$joao-do-rio [visualizado em 2026-07-28 13:56:18].