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José Carlos Loureiro
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Arquiteto português, José Carlos Loureiro nasceu em 1925, na Covilhã. Formado pela ESBAP - Escola Superior de Belas-Artes do Porto em 1950, começou a partir dessa altura a exercer a docência na mesma escola, onde lecionou como segundo-assistente, passando a professor em 1960, cargo que ocupou até 1972. Ainda em 1950, iniciou a sua atividade profissional, evidenciando um conjunto de influências que nascem do contexto histórico da altura, nomeadamente o estilo internacional, tornando-se membro da ODAM - Organização dos Arquitetos Modernos, desde a sua formação em 1947, mesmo antes da conclusão da sua licenciatura. Em 1955, o arquiteto Luís Pádua Ramos passa a trabalhar no seu escritório, com quem viria a assinar muitas parcerias no decorrer da sua carreira.
Independentemente das influências do Movimento Moderno, as quais o acompanharam no decorrer da sua carreira de forma inequívoca, demonstra alguma tendência para os materiais típicos da arquitetura vernacular, ao quais pretende recorrer numa adaptação à linguagem moderna que ele próprio se propunha utilizar. Assim, a sua obra, resultante sempre dos ideais modernos da "Carta de Atenas" (documento elaborado no quarto CIAM - Congresso Internacional de Arquitetura Moderna em 1933) (aplicados a uma escala bastante mais reduzida, à semelhança da cidade do Porto, que maioritariamente os acolhe), não evita uma maior exploração de materiais e texturas que adicionam riqueza plástica a uma forma geométrica simples e característica do estilo internacional.
O edifício Parnaso, Porto (1954-1956), é disso exemplo, englobando três programas diferentes: habitação, comércio e serviços, numa construção que não pretende constituir a tradicional rua-corredor, não só através da própria solução encontrada para os apartamentos (que se orientam para o jardim no interior do lote), como pelo próprio afastamento do edifício face ao passeio (através do qual constitui outro pequeno jardim a uma cota mais baixa, com o qual ilumina a zona da Escola de Música Parnaso, situada na cave). O outro corpo que constitui o edifício recorre a uma caixa de escadas para resolver o gaveto, após a qual a cércea se reduz para uma escala semelhante aos edifícios contíguos, sem que contudo pretenda integrar-se no conjunto: a torção do lote é resolvida por intermédio de uma série de blocos escalonados colocados na diagonal face à rua.
Tal como no exemplo precedente, também o conjunto habitacional em Aveiro (1966), em coautoria com Luís Pádua Ramos, pretende criar regras próprias no modo como se implanta, recorrendo a uma série de blocos independentes (criando em volta não uma rua, mas um contínuo verde), cuja orientação é definida pelo movimento do Sol (numa clara alusão aos pressupostos defendidos por Le Corbusier).
Contudo, a sua obra mais conhecida é o Pavilhão dos Desportos, no Porto (1955), atual Pavilhão Rosa Mota, que se situa nos jardins do Palácio de Cristal, para o qual mais uma vez recorreu a uma linguagem moderna na criação de uma cúpula que alberga os campos de desportos.
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Como referenciar
José Carlos Loureiro na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$jose-carlos-loureiro [visualizado em 2026-06-18 18:14:19].

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