Laura de Anfriso
A obra Laura de Anfriso é constituída por uma epístola e quatro éclogas em louvor dos duques de Bragança e por 60 odes distribuídas por seis livros.
As odes são uma emocionante história de amor impregnada de realismo vivido: "Não canto subtilezas/ Canto o que vi e ouvi: mortais tristezas/ dum amante cativo/ De cuja voz sou sombra ou eco vivo."
Argumento: Laura, donzela belíssima e filha de um ilustre português, suscitou uma grande paixão em Anfriso que, por isso, foi perseguido e preso. Sofrendo estoicamente esta humilhação, este não deixou transparecer nenhum sinal de dor para não dar motivos de glória aos seus opressores. Aliás, Laura deu-lhe o exemplo de renúncia, quando decidiu professar num convento.
Anfriso, seguindo este exemplo, abandona as coisas terrenas para seguir o caminho da perfeição: "Descalço e descoberto/ se mete nas entranhas dum deserto/ onde uma cova pobre/o penitente corpo apenas cobre.
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