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Lenda da Nazaré
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A lenda da imagem de Nossa Senhora da Nazaré remonta a tempos antigos.
Conta-se que o monge grego Ciríaco fugiu com ela para Belém de Judá e entregou-a a S. Jerónimo. Este, por sua vez, enviou-a a Santo Agostinho, que a entregou ao Mosteiro de Cauliniana, a doze quilómetros de Mérida. Foi aqui que puseram à imagem o nome de Nossa Senhora da Nazaré por ter vindo da cidade Natal da Virgem.

Mais tarde, os mouros derrotaram os cristãos e o rei Rodrigo foi obrigado a fugir para Mérida. Tendo levado a imagem consigo, também aí não se sentiu seguro e fugiu de novo, na companhia do abade Frei Romano, que possuía uma preciosa caixa de relíquias que tinha pertencido a Santo Agostinho.
Os dois fugitivos chegaram ao sítio da Pederneira, hoje chamado da Nazaré, na costa do Atlântico, onde decidiram separar-se. Rodrigo instalou-se no monte de S. Bartolomeu e Frei Romano no monte fronteiriço, combinando comunicarem-se por intermédio das fogueiras que acendiam à noite.
Uma noite, a fogueira de Frei Romano não se acendeu e Rodrigo foi encontrar o seu companheiro morto. Apavorado, foge novamente com a imagem e a caixa de relíquias.
Acabou por morrer perto de Viseu.
A imagem e a caixa de relíquias foram encontradas por pastores em 1179.
 

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Como referenciar
Porto Editora – Lenda da Nazaré na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-04-20 21:27:38]. Disponível em

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