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Lev Chestov
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Lev Chestov é o pseudónimo literário de Lev Issakovitch Chvarcman. Nasceu a 31 de janeiro de 1866, em Kiev, estudou nesta cidade e depois em Moscovo, onde se formou em Direito.
Estabeleceu-se em São Petersburgo e viveu na Crimeia de 1910 a 1921. Exilado da Rússia, refugiou-se em França, onde foi professor no Instituto Russo da Sorbonne.
Chestov preconiza uma filosofia nova, acalentada pela revelação divina, e por isso luta contra qualquer forma de racionalismo, que, segundo ele, tende a tornar o ser humano um escravo da razão e das ciências.

Insurge-se contra as tendências racionalistas de vários filósofos nomeadamente, de Descartes, de Kant e de Hegel, e sobretudo de Espinosa, colocando-se na linha de pensamento de Santo Agostinho e de Pascal. A sua filosofia adquire, assim, um cunho de irracionalismo, vitalidade e consistente. Lev Chestov foi influenciado por Tolstoi, Dostoievski e sobretudo por Nietzsche, de cujo valor estilístico se apoderou, colocando-o ao serviço da valorização religiosa.

Para Chestov, a vida é um autêntico mistério, porque é essencialmente mistura de audácia e liberdade. Segundo Chestov, a razão só pode conduzir à necessidade e a fé pelo seu lado conduz à liberdade. Assim, a vida deverá ser "recheada" de muita fé e pela revelação que é a suprema forma de conhecimento, para além do mero saber científico.

As verdades necessárias à razão prendem o Homem e impossibilitam-no de seguir pelo caminho da revelação. A submissão à fé é uma exigência filosófica que expande o ser no divino. Chestov foi um admirador e leitor ardente da Bíblia e admitiu também o mistério da Encarnação. A sua obra foi inteiramente consagrada a uma interrogação sobre o mistério da existência, à luz da revelação e da fé. Para Chestov, Deus é a única condição para não existir nada que não seja possível. Russo, judeu e existencialista, Chestov era um extraordinário analista da mente humana.
Para Chestov, a sua rebelião contra o racionalismo e o cientismo era uma forma de se acentuar e afirmar através da verdade das suas mensagens. Era uma reapropriação da fé das escrituras, que proclamavam que o Homem e o Universo eram a criação de Deus omnipotente, e que este Deus deu ao Homem liberdade, poder criativo e capacidades. Estas teorias liberavam e libertavam o Homem do horror da sua existência.

Entre outros, publicou Dostoïevski et Nietzsche, em 1903; Le pouvoir des clés, em 1928; Kierkegaard et la philosophie existentielle, em 1936, e Athènes et Jérusalem, em 1938.
Lev Chestov morreu a 20 de novembro de 1938, em Paris.

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Como referenciar
Porto Editora – Lev Chestov na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-26 13:07:00]. Disponível em

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