Líricas e Bucólicas (1876-1883)
Coletânea de poesias, de António Feijó, dividida em dois livros, "Líricas" e "Bucólicas", reveladora de um lirismo mais sóbrio e depurado, afastado dos temas filosóficos e do tom épico característicos das Transfigurações, de 1882, e próximo da estética parnasiana: "alucinado espraio as minhas fantasias/ na indolência da rima e no embalar do metro" ("Eterno tema").
As composições de "Líricas" cantam variações sobre o "Eterno tema", o amor e a mulher: "Só para te cantar que fale a Apoteose!/ vibre no espaço a Lira o canto sobre-humano!/ que a Musa se renove e em tal metamorfose/ no verso possa unir o místico ao profano!". Na série "Flores de carne", o poeta apresenta um friso de figuras femininas - Laïs, Lésbia, Santa Teresa de Jesus e Rigolboche -, incarnações diversas do mesmo amor erótico. A expressão lírica do sentimento amoroso surge, não raras vezes, associada a motivos fúnebres (tal como em "Rosa branca", "Em frente do esquife", "Cadências tristes", "No cemitério" e "Pálida e loira", um dos mais célebres sonetos do autor), mas sempre com uma nota de distanciamento e até de ironia (como em "Canção da decadência").
Em "Bucólicas", Feijó opera uma renovação da veia bucólica da poesia portuguesa, anunciada desde a "Sinfonia de abertura" ("- ouvi estas canções que a fantasia errante/ colheu, para formar um virginal tesoiro,/ pelas searas sem fim, pelas paisagens largas,/ como quem arquiteta o seu castelo d'oiro/ para fugir da vida às tentações amargas...") e patente em composições como "Tintas da aurora", "Elegia rústica" ou "Árvore amiga". Do ponto de vista formal, a coletânea destaca-se por uma grande variedade métrica e estrófica.
-
TeresaAmada de Simão na novela Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, uma "menina de 15 anos, rica he...
-
António FeijóPoeta e diplomata português, António Joaquim de Castro Feijó nasceu 1 de Juhno de 1859, em Ponte de ...
-
ÁrvoreRevista lançada em Lisboa, em 1951, sob a direção dos poetas António Luíz Moita, António Ramos Rosa,...
-
ElegiaTermo de origem grega (elegeía - "lamentação", "canto lúgubre") que designa uma composição poética l...
-
CançãoObra poética destinada a ser cantada; forma poética, de origem provençal, constituída por uma série ...
-
Roberto ValençaRomance publicado anonimamente em folhetins na revista A Ilustração, de seu título completo Roberto
-
RimasRimas é a designação da obra lírica de Camões, à semelhança da que sempre se deu à poesia de Petrarc
-
RopicapnefmaA Ropicapnefma, título de sabor grego com o significado de "mercadoria espiritual", é um colóquio ou
-
RimasPrimeiro volume de poesias de João Penha, dividido em quatro partes, onde se manifestam as tendência
-
sarcófagoO termo sarcófago, em si, alude a uma grande caixa ou ataúde de forma retangular. A generalização do