Literatura e História
Obra póstuma, prefaciada por Fidelino de Figueiredo, onde se reúnem textos dispersos de Latino Coelho.
Sobre Luís de Camões, figura recorrente na reflexão do autor, versam os dois primeiros textos, Camões, que retoma o discurso inaugural da estátua do poeta, de 1867, e Panegírico de Luís de Camões, lido em 1880 na sessão solene da Academia Real das Ciências de Lisboa, ambos tecendo considerações sobre a imortalidade dos poetas e o significado de Camões como símbolo máximo da pátria portuguesa.
As mesmas ideias perpassam na Nota aos Fastos de Ovídio (inicialmente publicada em 1862, como uma das notas à tradução do poema Os Fastos de Ovídio, empreendida por Castilho): "é o poeta que excita nos seus compatriotas o estímulo do amor da pátria e os anima pela apoteose do passado aos audazes cometimentos do presente e às esperanças arrogantes do futuro".
Seguem-se dois artigos de 1864 sobre a ciência na Idade Média, "A ciência na Idade Média e as enciclopédias desse tempo" e "O chanceler Bacon".
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