Manuel Rivas
Romancista, contista, poeta, jornalista e ensaísta galego Manuel Rivas nasceu em 1957, na Corunha, em Espanha.
Manuel Rivas licenciou-se em Ciências da Informação e tornou-se colaborador de diversos jornais espanhóis, como o El País, El Ideal Gallego, Diário de Galicia e Voz de Galicia, assim como colaborou na televisão e na rádio.
Na sua juventude fundou diversas revistas literárias que, contudo, tiveram uma existência curta.
Em 1979 lançou o livro de poesia Libro de Entroido, seguindo-se seis anos mais tarde Balada nas Praias do Oeste. Ainda em 1985 estreou-se no romance com Todo Ben.
Nesta altura era já um dos nomes que mais se destacavam na literatura galega. Até 1989 lançou mais dois livros de poesia, Mohicania e Ningún Cisne. Com Um Millón de Vacas, um livro de contos, ganhou o Prémio da Crítica em Espanha em 1989.
Dois anos depois editou Os comedores de patatas, a que se seguiu Que me queres, amor?, que lhe valeu o Prémio Nacional de Narrativa e o Prémio Torrente Ballester de Narrativa em 1996. Após El Pueblo de La Noche, de 1997, Manuel Rivas lançou em 1998 O Lápis do Carpinteiro, que venceu diversos prémios e foi editado em Portugal.
Com este livro, Rivas ganhou o Prémio da Crítica Espanhola, o Prémio da Associação de Escritores de Língua Galega, o prémio Arcebispo Xoán de San Clemente e o Prémio Literário da Amnistia Internacional.
Em 1999 o escritor galego lançou Ella, Maldita Alma (Alma, Maldita Alma), seguindo-se em 2000 A Man dos Paíños.
Em 2002 lançou o livro de contos As Chamadas Perdidas, que chegou a Portugal no início de 2004.
Diversos contos de Manuel Rivas foram adaptados ao cinema como La lengua de las mariposas ou O Lápis do Carpinteiro.
Também já escreveu argumentos para cinema como Lisboa, faca no coração.
As obras de Manuel Rivas, habitualmente escritas em galego, estão traduzidas em português, castelhano, catalão, francês, italiano e alemão.
Manuel Rivas é também conhecido por ser um ativista defensor do ambiente, tendo sido um dos sócios fundadores do movimento ecologista Greenpeace em Espanha, onde passou a fazer parte da direção.
Em 2002, após o acidente com o petroleiro Prestige que poluiu a costa galega, Rivas foi uma das principais vozes de contestação ao governo espanhol, na altura liderado por José Maria Aznar.
Manuel Rivas tornou-se membro da organização ambientalista "Nunca Mais" e numa grande manifestação que se realizou em Santiago de Compostela a 1 de dezembro de 2002 foi encarregue de ler um manifesto em nome de todo os galegos.
Numa manifestação que houve em Madrid a 23 de fevereiro de 2003 foi também o porta-voz dos manifestantes.
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