matéria interstelar
O gás que constitui a nébula é fundamentalmente hidrogénio, tem tendência a constituir concentrações, sendo os espaços entre estas muito difuso e quente.
Este gás é constituído por átomos neutros, átomos ionizados, eletrões livres e moléculas. A distância entre os átomos interstelares é de cerca de 100 milhões de vezes maior do que o tamanho dos próprios átomos. Na mesma escala se duas pessoas fossem separadas por uma distância relativa proporcional ao seu tamanho, ficariam afastadas cerca de 100 milhões de metros, isto é, uma distância idêntica à que separa a Terra da Lua. Apesar de tão disperso, o gás interstelar, por vezes, agrega-se para formar estrelas.
Se este gás se encontra próximo de uma estrela muito quente (azul), pode incandescer tornando-se brilhante e denomina-se nébula brilhante. Os dois tipos de nébulas brilhantes que se podem formar são conhecidos como nébulas de emissão e nébulas de reflexão.
As nébulas de emissão são massas gasosas constituídas na sua maior parte por hidrogénio. Absorvem as radiações ultravioletas emitidas por uma estrela quente que nela esteja mergulhada ou próxima. Como estes gases se encontram a uma pressão muito baixa, emitem as suas radiações como luz visível. A conversão da luz ultravioleta em luz visível denomina-se fluorescência, fenómeno idêntico ao que se pode observar nas lâmpadas fluorescentes. Uma nébula que pode ser observada com uns bons binóculos é a que se encontra na constelação Oríon.
As nébulas de reflexão, como o nome indica, limitam-se a refletir luz das estrelas próximas. A reflexão nebular pode, contudo, ser feita a partir de densos aglomerados de partículas denominadas poeiras nebulares. Esta teoria baseia-se no facto de os gases astronómicos, com baixa densidade, não poderem emitir luz suficiente para produzir a incandescência observada.
Quando um aglomerado denso de material interstelar não está próximo de uma estrela brilhante para ser iluminado, denomina-se nébula negra.
Uma nébula deste tipo identifica-se, por exemplo, em Oríon, em que a nébula negra aparece como um objeto opaco cuja silhueta é visível devido à iluminação da base. Também se encontram nébulas deste tipo na Via Láctea.
O estudo da matéria interstelar é de grande importância para os astrónomos porque é a partir deste material que as estrelas e planetas se formam.
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