Maurice Blanchot
Escritor e filósofo francês, Maurice Blanchot nasceu a 22 de setembro de 1907 em Quain, na região do Saône-et-Loire. Descendente de uma família de proprietários rurais católicos, era filho de um professor de Letras. Durante a sua juventude não só abraçou as convições monárquicas, como se tornou grande admirador da obra de Paul Valéry. Após ter concluído o ensino secundário, matriculou-se nos cursos de Filosofia e Germânicas da Universidade de Estrasburgo, onde tomou contacto com os trabalhos de Heidegger.
Munido do seu diploma, Maurice Blanchot rumou até Paris onde, a partir dos inícios da década de 30 do século passado, começou a colaborar com vários periódicos de extrema-direita, como sendo o Journal des Débats, o Combat, o L'Insurgé e o Écoutes. Dos mais de duzentos artigos publicados entre 1931 e 1941, dedicados à política, à literatura e à filosofia, pode mencionar-se o feroz ataque que desferiu à pessoa de Léon Blum, que ilustra o antissemitismo que cultivava na época.
Em 1940 juntou-se às fileiras da Jeune France, uma associação cultural ligada ao chamado Regime de Vichy e, no ano seguinte, estreou-se como romancista, ao publicar Thomas l'Obscur (1941), que viria a tornar-se na sua obra mais conhecida, e que contava a história de um estrangeiro viajando em busca de um lugar vazio, metáfora para o arquétipo do Judeu Errante. Foi seguido de perto por Aminabad (1942), que não conseguiu ser tão popular.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Maurice Blanchot abandonou definitivamente todas as suas anteriores convicções políticas e retirou-se para uma localidade remota no Sul de França. Não tardou em passar de apóstata a adversário acérrimo da direita e, escapando à depuração que tantos escritores silenciou, publicou Le Très-Haut (1948), L'Arrêt de la Mort (1948, A Morte Suspensa) e La Part du Feu (1949), romances que demonstravam um Blanchot humanista, alienado do seu passado.
Depois de l'Espace Littéraire (1955) e Le Livre à Venir (1959, O Livro por Vir), o autor apareceu com L'Entretien Infini (1969), trabalho que procurava enaltecer fenómenos judaicos como o Hassidismo e a obra de Franz Kafka.
Durante a década de 60 tornou-se numa figura da vida pública francesa, sobretudo ao manifestar-se contra a Guerra da Argélia e, durante o maio de 68, ao participar ativamente nas barricadas erigidas pelos estudantes. Protestou também contra as leis da imigração e favoreceu a implantação do Estado de Israel.
Maurice Blanchot faleceu nos arredores de Paris a 20 de fevereiro de 2003.
Munido do seu diploma, Maurice Blanchot rumou até Paris onde, a partir dos inícios da década de 30 do século passado, começou a colaborar com vários periódicos de extrema-direita, como sendo o Journal des Débats, o Combat, o L'Insurgé e o Écoutes. Dos mais de duzentos artigos publicados entre 1931 e 1941, dedicados à política, à literatura e à filosofia, pode mencionar-se o feroz ataque que desferiu à pessoa de Léon Blum, que ilustra o antissemitismo que cultivava na época.
Em 1940 juntou-se às fileiras da Jeune France, uma associação cultural ligada ao chamado Regime de Vichy e, no ano seguinte, estreou-se como romancista, ao publicar Thomas l'Obscur (1941), que viria a tornar-se na sua obra mais conhecida, e que contava a história de um estrangeiro viajando em busca de um lugar vazio, metáfora para o arquétipo do Judeu Errante. Foi seguido de perto por Aminabad (1942), que não conseguiu ser tão popular.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, Maurice Blanchot abandonou definitivamente todas as suas anteriores convicções políticas e retirou-se para uma localidade remota no Sul de França. Não tardou em passar de apóstata a adversário acérrimo da direita e, escapando à depuração que tantos escritores silenciou, publicou Le Très-Haut (1948), L'Arrêt de la Mort (1948, A Morte Suspensa) e La Part du Feu (1949), romances que demonstravam um Blanchot humanista, alienado do seu passado.
Depois de l'Espace Littéraire (1955) e Le Livre à Venir (1959, O Livro por Vir), o autor apareceu com L'Entretien Infini (1969), trabalho que procurava enaltecer fenómenos judaicos como o Hassidismo e a obra de Franz Kafka.
Durante a década de 60 tornou-se numa figura da vida pública francesa, sobretudo ao manifestar-se contra a Guerra da Argélia e, durante o maio de 68, ao participar ativamente nas barricadas erigidas pelos estudantes. Protestou também contra as leis da imigração e favoreceu a implantação do Estado de Israel.
Maurice Blanchot faleceu nos arredores de Paris a 20 de fevereiro de 2003.
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Como referenciar
Maurice Blanchot na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$maurice-blanchot [visualizado em 2026-06-24 05:14:53].
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