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Mónica
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Personagem-tipo, pois, como afirma o narrador, "Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica". O "Retrato de Mónica", feito sob a forma de caricatura e com um leve tom irónico, visa apresentar uma personificação e uma súmula de tudo o que ideológica, religiosa e literariamente constitui um reverso do modelo de relação do homem consigo mesmo, com o seu semelhante e com o mundo elementar, entrevista quer na poesia quer na prosa de Sophia de Mello Breyner. Por isso, "para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade". Pela renúncia ao primeiro, Mónica "mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas" e "põe a sua inteligência ao serviço da estupidez"; pela renúncia ao segundo, Mónica e o marido "Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma"; pela renúncia à santidade, Mónica "está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo". Símbolo do triunfo do materialismo e imagem do poder temporal, o "Retrato de Mónica" constitui uma violenta acusação a um tempo indiferente a valores e princípios humanistas e cristãos.
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Como referenciar
Porto Editora – Mónica na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-06-17 15:26:00]. Disponível em

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