Museu dos Biscainhos
O Palácio dos Biscainhos, situado numa rua bracarense com o mesmo nome, é uma bela residência senhorial erguida no primeiro quartel do século XVI por um dos mestres biscainhos que trabalhavam na remodelação quinhentista da Sé de Braga, esta última empreitada da responsabilidade do arcebispo D. Diogo de Sousa. Contudo, profundas remodelações nos séculos seguintes alteraram o aspeto desta moradia da cidade dos arcebispos.
No século XVII, a residência foi adquirida pela família Bertiandos, registando então diversas modificações. Mas foi no século seguinte que se registaram as mais decisivas alterações e que transformaram o Palácio dos Biscainhos num modelo ímpar do Barroco nortenho.
Adquirido pelo Estado na segunda metade do século XX, este palácio foi transformado no Museu dos Biscainhos, procurando o seu percurso museológico recriar o aristocrático ambiente de uma certa nobreza rural minhota do século XVIII, adensado pelo decorativismo que se encontra em cada recanto da casa.
O museu desenha uma planta em "L" e as suas fachadas denotam a riqueza barroca de varandas graníticas contrastando com as suas grades de ferro.
Um átrio conduz ao piso térreo, lugar por onde passavam os cavalos depois de desatrelados das respetivas carruagens. Aberto por arcadas de granito, o remate superior dos seus pilares de apoio contém cinco "figuras de convite", esculturas de vulto mostrando o albardeiro e os respetivos pagens. A cavalariça localiza-se depois deste átrio, numa dependência próxima do jardim da casa. Este piso térreo continha ainda os compartimentos dos numerosos serviçais, as despensas e a espaçosa cozinha, que conserva o imenso e bem cuidado acervo de panelas, tachos e demais apetrechos culinários em bronze, ferro, cobre e outros materiais.
Um corredor dá acesso ao romântico e elegante jardim posterior da moradia, além de um pomar e uma horta. Dividido em terraços e sucessivas escadarias, o jardim é uma obra barroca de bom nível, formada por recortados e labirínticos buxos, resguardando fontes e tanques, alguns deles com esculpidas taças contendo fantásticos motivos de tritões e golfinhos. Portal arquitetónico com esculturas de vulto musicais dá acesso a outro patamar do jardim, destacando-se nessa cuidada composição natural e humana um pavilhão octogonal cupulado e rematado pela escultura de um guerreiro.
De regresso ao interior do palácio, uma escadaria decorada por silhar de azulejos figurativos conduz ao andar nobre. Um verdadeiro e luxuoso museu de artes decorativas expõe-se nas suas diversas salas. O acervo mostra peças de arte de entre os séculos XVII e XIX, num elegante contraste de matérias e formas diversas e complementares.
A primeira sala possui um lanternim central ladeado por um magnífico trabalho de estuques e pintura a têmpera nos seus medalhões clássicos.
O salão nobre é a zona central palaciana. Apresenta-se enriquecido por revestimento de azulejos barrocos com cenas galantes, datados do primeiro quartel do século XVIII. O seu poderoso teto de carvalho ostenta, no centro, uma pintura de 1724 alusiva a um antepassado religioso da família proprietária e que foi martirizado no século XVII pelos japoneses.
A "Sala do Teto Pintado" tem um decorativo estuque com uma pintura mitológica de Júpiter presidindo ao Concílio dos Deuses. Mobiliário português, porcelanas de origem oriental e um relógio de parede com pintura de charão sobrevalorizam este aposento. As janelas da sala da música dão para o jardim. A sala tem um piano de mesa no centro, dispondo-se em redor nobre mobiliário português com porcelana chinesa e da Companhia das Índias.
Finalmente, a Sala de Jantar convida a um olhar atento das suas paredes decoradas com pinturas variadas e rodapés de azulejo amarelo, para além do fausto que representam as porcelanas da Companhia das Índias, porcelanas orientais, um faqueiro e outras peças de prata e vidro sobre as várias mesas e um belo aparador.
No século XVII, a residência foi adquirida pela família Bertiandos, registando então diversas modificações. Mas foi no século seguinte que se registaram as mais decisivas alterações e que transformaram o Palácio dos Biscainhos num modelo ímpar do Barroco nortenho.
Adquirido pelo Estado na segunda metade do século XX, este palácio foi transformado no Museu dos Biscainhos, procurando o seu percurso museológico recriar o aristocrático ambiente de uma certa nobreza rural minhota do século XVIII, adensado pelo decorativismo que se encontra em cada recanto da casa.
Um átrio conduz ao piso térreo, lugar por onde passavam os cavalos depois de desatrelados das respetivas carruagens. Aberto por arcadas de granito, o remate superior dos seus pilares de apoio contém cinco "figuras de convite", esculturas de vulto mostrando o albardeiro e os respetivos pagens. A cavalariça localiza-se depois deste átrio, numa dependência próxima do jardim da casa. Este piso térreo continha ainda os compartimentos dos numerosos serviçais, as despensas e a espaçosa cozinha, que conserva o imenso e bem cuidado acervo de panelas, tachos e demais apetrechos culinários em bronze, ferro, cobre e outros materiais.
Um corredor dá acesso ao romântico e elegante jardim posterior da moradia, além de um pomar e uma horta. Dividido em terraços e sucessivas escadarias, o jardim é uma obra barroca de bom nível, formada por recortados e labirínticos buxos, resguardando fontes e tanques, alguns deles com esculpidas taças contendo fantásticos motivos de tritões e golfinhos. Portal arquitetónico com esculturas de vulto musicais dá acesso a outro patamar do jardim, destacando-se nessa cuidada composição natural e humana um pavilhão octogonal cupulado e rematado pela escultura de um guerreiro.
De regresso ao interior do palácio, uma escadaria decorada por silhar de azulejos figurativos conduz ao andar nobre. Um verdadeiro e luxuoso museu de artes decorativas expõe-se nas suas diversas salas. O acervo mostra peças de arte de entre os séculos XVII e XIX, num elegante contraste de matérias e formas diversas e complementares.
A primeira sala possui um lanternim central ladeado por um magnífico trabalho de estuques e pintura a têmpera nos seus medalhões clássicos.
O salão nobre é a zona central palaciana. Apresenta-se enriquecido por revestimento de azulejos barrocos com cenas galantes, datados do primeiro quartel do século XVIII. O seu poderoso teto de carvalho ostenta, no centro, uma pintura de 1724 alusiva a um antepassado religioso da família proprietária e que foi martirizado no século XVII pelos japoneses.
A "Sala do Teto Pintado" tem um decorativo estuque com uma pintura mitológica de Júpiter presidindo ao Concílio dos Deuses. Mobiliário português, porcelanas de origem oriental e um relógio de parede com pintura de charão sobrevalorizam este aposento. As janelas da sala da música dão para o jardim. A sala tem um piano de mesa no centro, dispondo-se em redor nobre mobiliário português com porcelana chinesa e da Companhia das Índias.
Finalmente, a Sala de Jantar convida a um olhar atento das suas paredes decoradas com pinturas variadas e rodapés de azulejo amarelo, para além do fausto que representam as porcelanas da Companhia das Índias, porcelanas orientais, um faqueiro e outras peças de prata e vidro sobre as várias mesas e um belo aparador.
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Como referenciar
Museu dos Biscainhos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$museu-dos-biscainhos [visualizado em 2026-06-04 22:37:42].
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