A Mais Bela Maldição

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As Rosas de Barbacena

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Ricardo Alexandre

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Nada Brahma
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Confirmação de uma poesia de vocação gnosiológica e mística, que parte de uma definição do poeta como "vate,/ Que emerge do fumo de Dioniso,/ Cujo pacto é com a Musa contra Apolo,/ Cujo ofício resolve a questão disputada", "exilado [do céu] pelo dolo contínuo da alma" e de um sentido do poema como "liturgia cantada,/ No ópio da manhã crispada,/ Em que o vento erga a orquídea do Tibete./ & o som do vento é literatura." Combinando no mesmo volume vários géneros - inclui, por exemplo, o texto dramático "Noite de Fumo com Almofadas" - nesta obra de M. S. Lourenço, atenuam-se efeitos de antilirismo obtidos pela conjugação do trivial com o sublime, pela intrusão do absurdo e do insólito, típicos dos seus primeiros volumes, em benefício de uma poesia que, sem recusar aquisições vanguardistas, parece acentuar, sem dor e com naturalidade, a adesão a uma dimensão transcendente da existência.
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Como referenciar
Nada Brahma na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$nada-brahma [visualizado em 2026-06-08 20:55:58].

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