Naufrágio e Lastimoso Sucesso da Perdição de Manuel de Sousa Sepúlveda e Dona Leonor de Sá Sua Mulher
Esta epopeia trágica retrata a história do naufrágio de Sepúlveda, uma das mais célebres tragédias marítimas da história lusitana que deu origem a uma rica e conhecida tradição intertextual e interdiscursiva, desde a segunda metade do século XVI até à literatura contemporânea, tendo sido cantada por inúmeros autores da literatura portuguesa e estrangeira.
Publicado anonimamente em 1555, logo depois desta tragédia marítima ter ocorrido, o relato do Naufrágio do Sepúlveda depressa se tornou num caso triste e digno de memória na nossa cultura. A sua ávida leitura pelo povo mais simples, bem como pelos nobres e letrados, desencadeou edições sucessivas deste folheto de cordel.
Ainda antes da obra de Jerónimo Corte Real, dois prestigiados poetas quinhentistas imortalizaram esta tragédia: Luís de Camões, em 1572, pela boca do terrível Adamastor (Os Lusíadas, Canto V, est. 46-47); e Luís Pereira Brandão, na Elegíada (Canto VI), de 1588. A triste fortuna de Sepúlveda ultrapassou mesmo as fronteiras nacionais, inspirando outros autores, na escrita poética, ficcional ou dramatúrgica, com destaque para Lope de Veja e Tirso de Molina, bem como algumas peças de teatro novilatino dos jesuítas de seiscentos.
Os motivos de Corte Real para a redação desta obra não eram meramente literários, visto que o autor estava ligado por laços de parentesco às personagens da tragédia - a sua esposa era prima de D. Leonor de Sá, esposa de Sepúlveda. Num total de dezassete cantos, escritos em decassílabos brancos, de fundo elegíaco e mundividência maneirista, esta longa narrativa poética foi considerada pelo poeta a "mais filha do seu engenho", alcançando uma popularidade superior à dos seus outros poemas históricos.
Publicado anonimamente em 1555, logo depois desta tragédia marítima ter ocorrido, o relato do Naufrágio do Sepúlveda depressa se tornou num caso triste e digno de memória na nossa cultura. A sua ávida leitura pelo povo mais simples, bem como pelos nobres e letrados, desencadeou edições sucessivas deste folheto de cordel.
Ainda antes da obra de Jerónimo Corte Real, dois prestigiados poetas quinhentistas imortalizaram esta tragédia: Luís de Camões, em 1572, pela boca do terrível Adamastor (Os Lusíadas, Canto V, est. 46-47); e Luís Pereira Brandão, na Elegíada (Canto VI), de 1588. A triste fortuna de Sepúlveda ultrapassou mesmo as fronteiras nacionais, inspirando outros autores, na escrita poética, ficcional ou dramatúrgica, com destaque para Lope de Veja e Tirso de Molina, bem como algumas peças de teatro novilatino dos jesuítas de seiscentos.
Os motivos de Corte Real para a redação desta obra não eram meramente literários, visto que o autor estava ligado por laços de parentesco às personagens da tragédia - a sua esposa era prima de D. Leonor de Sá, esposa de Sepúlveda. Num total de dezassete cantos, escritos em decassílabos brancos, de fundo elegíaco e mundividência maneirista, esta longa narrativa poética foi considerada pelo poeta a "mais filha do seu engenho", alcançando uma popularidade superior à dos seus outros poemas históricos.
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Como referenciar
Naufrágio e Lastimoso Sucesso da Perdição de Manuel de Sousa Sepúlveda e Dona Leonor de Sá Sua Mulher na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$naufragio-e-lastimoso-sucesso-da-perdicao-de [visualizado em 2026-07-03 04:14:05].
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