2 min
Nelson Algren
Escritor norte-americano, Nelson Ahlgren Abraham, com o pseudónimo Nelson Algren, nasceu a 28 de março de 1909, em Detroit. Oriundo de uma família pobre, filho de um mecânico de automóveis, era neto de um emigrante sueco que, tendo-se convertido ao Judaísmo, havia mudado o nome para Isaac Ben Abraham. Os pais mudaram-se para Chicago em 1911, para um bairro degradado no chamado South Side, mas teve, ainda assim, a possibilidade de frequentar a escola.
Conseguiu um bacharelato em Jornalismo em 1931, no apogeu da Depressão norte-americana, pela Universidade de Illinois. Em consequência, viajou para o Sul do país em busca de propostas de colaboração na imprensa. Teve um período de trabalho precário, chegando a ser vendedor ambulante.
Tendo adotado o nome original do seu avô, foi viver para uma bomba de gasolina quase em ruínas, no Texas, onde teria escrito o seu primeiro conto So Help Me, que obteve publicação na revista literária Story e um adiantamento de cem dólares sobre o seu primeiro romance. Em 1934 foi condenado a quatro meses de prisão por ter furtado uma máquina de escrever. De volta a Chicago, arranjou uma colocação na Delegação de Saúde dessa cidade e foi aceite como editor da revista experimental New Anvil.
No ano de 1935 publicou o seu primeiro romance, Somebody In Boots, mas o insucesso de vendas, montando apenas a cerca de setecentos e cinquenta exemplares, perturbou Algren ao ponto de ter que ser hospitalizado. Retomou a escrita de contos, um dos quais, Never Come Morning, chegou a ser banido da biblioteca pública de Chicago, talvez por retratar de forma crua certos aspetos da realidade humana, já que o protagonista consente na violação coletiva da namorada.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Nelson Algren serviu nas tropas especiais do exército norte-americano estacionadas em França, pelo que aproveitou algumas das suas experiências aí vividas em contos escritos posteriormente.
Em 1947 ganhou um prémio atribuído pela Academia das Artes e Letras norte-americana, bem como um subsídio da Biblioteca Newberry de Chicago. Por esta altura, deu início a uma aventura amorosa com a escritora francesa Simone de Beauvoir, companheira do famoso existencialista Jean-Paul Sartre, que se tinha deslocado aos Estados Unidos para dar uma série de conferências, em 1946. Em 1949, Algren conheceu Sarte, em Paris. A sua relação com Simone de Beauvoir terminou em 1950.
Com a publicação de The Man With The Golden Arm, em 1949, Algren consagrou-se como escritor. Retrato da degradação humana quando dependente das drogas, a obra venceria o National Book Award, pelo que Algren recebeu um convite das indústrias cinematográficas de Hollywood para adaptar o romance a argumento. A adaptação revelou ser uma tarefa desastrosa, com o autor a processar o realizador, Otto Preminger. Em 1956, apareceria Chicago, The City on The Make, baseado no seu primeiro romance e que, como ele, não seria bem acolhido pela crítica, o que novamente levaria Algren a ser hospitalizado, desta feita por tentativa de suicídio.
Continuou a sua vida de auto-dissipação, bebendo a largos tragos e jogando até à ruína. Ensinou Escrita de Criação nas Universidades de Iowa e da Flórida e foi colunista regular no Chicago Free Press.
Em setembro de 1980 mudou-se para Long Island, onde acabou por falecer, a 9 de maio de 1981.
Conseguiu um bacharelato em Jornalismo em 1931, no apogeu da Depressão norte-americana, pela Universidade de Illinois. Em consequência, viajou para o Sul do país em busca de propostas de colaboração na imprensa. Teve um período de trabalho precário, chegando a ser vendedor ambulante.
Tendo adotado o nome original do seu avô, foi viver para uma bomba de gasolina quase em ruínas, no Texas, onde teria escrito o seu primeiro conto So Help Me, que obteve publicação na revista literária Story e um adiantamento de cem dólares sobre o seu primeiro romance. Em 1934 foi condenado a quatro meses de prisão por ter furtado uma máquina de escrever. De volta a Chicago, arranjou uma colocação na Delegação de Saúde dessa cidade e foi aceite como editor da revista experimental New Anvil.
No ano de 1935 publicou o seu primeiro romance, Somebody In Boots, mas o insucesso de vendas, montando apenas a cerca de setecentos e cinquenta exemplares, perturbou Algren ao ponto de ter que ser hospitalizado. Retomou a escrita de contos, um dos quais, Never Come Morning, chegou a ser banido da biblioteca pública de Chicago, talvez por retratar de forma crua certos aspetos da realidade humana, já que o protagonista consente na violação coletiva da namorada.
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Nelson Algren serviu nas tropas especiais do exército norte-americano estacionadas em França, pelo que aproveitou algumas das suas experiências aí vividas em contos escritos posteriormente.
Em 1947 ganhou um prémio atribuído pela Academia das Artes e Letras norte-americana, bem como um subsídio da Biblioteca Newberry de Chicago. Por esta altura, deu início a uma aventura amorosa com a escritora francesa Simone de Beauvoir, companheira do famoso existencialista Jean-Paul Sartre, que se tinha deslocado aos Estados Unidos para dar uma série de conferências, em 1946. Em 1949, Algren conheceu Sarte, em Paris. A sua relação com Simone de Beauvoir terminou em 1950.
Com a publicação de The Man With The Golden Arm, em 1949, Algren consagrou-se como escritor. Retrato da degradação humana quando dependente das drogas, a obra venceria o National Book Award, pelo que Algren recebeu um convite das indústrias cinematográficas de Hollywood para adaptar o romance a argumento. A adaptação revelou ser uma tarefa desastrosa, com o autor a processar o realizador, Otto Preminger. Em 1956, apareceria Chicago, The City on The Make, baseado no seu primeiro romance e que, como ele, não seria bem acolhido pela crítica, o que novamente levaria Algren a ser hospitalizado, desta feita por tentativa de suicídio.
Continuou a sua vida de auto-dissipação, bebendo a largos tragos e jogando até à ruína. Ensinou Escrita de Criação nas Universidades de Iowa e da Flórida e foi colunista regular no Chicago Free Press.
Em setembro de 1980 mudou-se para Long Island, onde acabou por falecer, a 9 de maio de 1981.
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Como referenciar
Porto Editora – Nelson Algren na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2025-01-13 21:21:37]. Disponível em
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