nematodes
Classe dos animais do filo dos nematelmintes, constituído por vermes cilíndricos não segmentados, com o corpo alongado e cutícula resistente e uma disposição trirradial das estruturas bucais.
Foram estudadas cerca de 12 000 espécies, mas calcula-se que, se todas as espécies fossem conhecidas, este número podia aproximar-se de 50 000. Entre os metazoários, pelo seu número, ocupam provavelmente o segundo lugar, a seguir aos insetos.
Os nematodes vivem no mar, na água doce e no solo, desde as regiões polares até aos Trópicos e desde as mais altas montanhas às maiores profundidades marinhas. Calcula-se que em lodos dos fundos marinhos vivem mais de quatro milhões de nematodes por metro quadrado e que num bom solo possam viver milhares de milhões por metro cúbico.
Encontram-se em todos os habitats, admitindo-se que não há mais nenhum grupo taxonómico de habitats tão diferentes.
Muitos têm vida livre e muitos outros são parasitas dos tecidos ou dos líquidos dos animais e plantas. Alguns vivem em habitats específicos como, por exemplo, as raízes das plantas, as sementes do trigo, a resina das árvores e o sangue, intestino e outros órgãos de animais. Alguns são microscópicos mas outros atingem 30 centímetros de comprimento, como, por exemplo, o género Ascaria, e uma espécie que parasita as baleias, com 8 a 9 milímetros de diâmetro, que atinge cerca de 9 metros de comprimento. Os seus ovos são microscópicos e resistentes às condições ambientais adversas.
Os nematodes livres alimentam-se de bactérias, leveduras, hifas de fungos e de algas.
Podem também ser saprozoicos ou coprozóicos, visto viverem na matéria fecal. As espécies predadoras podem alimentar-se de rotíferos, pequenos anelídeos ou outros nematodes. Outros alimentam-se da seiva de plantas superiores, onde penetram, causando por vezes prejuízos agrícolas muito significativos. Os nematodes parasitam também em muitas espécies de vertebrados e invertebrados, que, sendo seus hospedeiros, são altamente prejudicados. Nos humanos e animais domésticos podem causar mal-estar, doenças e morte. Os que mais infetam os humanos são dos géneros Ascaris, Trichinela, Oxiurus e Filária.
O plano geral do corpo desenvolve-se a partir de três camadas de células, mas entre a endoderme e a mesoderme existe um espaço ou cavidade denominada "pseudoceloma". São pseudocelomados, o que caracteriza um estado de evolução para o celoma que se encontra em todos os animais com nível de organização superior ao dos nematelmintes. O sistema digestivo é completo, iniciando-se na boca e terminando no ânus. A reprodução é sexuada e os sexos são separados. No género Ascaris, a fêmea é maior que o macho. O ciclo biológico é por vezes complexo e as formas parasitas necessitam frequentemente de mais de um hospedeiro para o completar.
Há autores que consideram a classe dos nematodes com um filo independente.
Foram estudadas cerca de 12 000 espécies, mas calcula-se que, se todas as espécies fossem conhecidas, este número podia aproximar-se de 50 000. Entre os metazoários, pelo seu número, ocupam provavelmente o segundo lugar, a seguir aos insetos.
Os nematodes vivem no mar, na água doce e no solo, desde as regiões polares até aos Trópicos e desde as mais altas montanhas às maiores profundidades marinhas. Calcula-se que em lodos dos fundos marinhos vivem mais de quatro milhões de nematodes por metro quadrado e que num bom solo possam viver milhares de milhões por metro cúbico.
Encontram-se em todos os habitats, admitindo-se que não há mais nenhum grupo taxonómico de habitats tão diferentes.
Muitos têm vida livre e muitos outros são parasitas dos tecidos ou dos líquidos dos animais e plantas. Alguns vivem em habitats específicos como, por exemplo, as raízes das plantas, as sementes do trigo, a resina das árvores e o sangue, intestino e outros órgãos de animais. Alguns são microscópicos mas outros atingem 30 centímetros de comprimento, como, por exemplo, o género Ascaria, e uma espécie que parasita as baleias, com 8 a 9 milímetros de diâmetro, que atinge cerca de 9 metros de comprimento. Os seus ovos são microscópicos e resistentes às condições ambientais adversas.
Os nematodes livres alimentam-se de bactérias, leveduras, hifas de fungos e de algas.
Podem também ser saprozoicos ou coprozóicos, visto viverem na matéria fecal. As espécies predadoras podem alimentar-se de rotíferos, pequenos anelídeos ou outros nematodes. Outros alimentam-se da seiva de plantas superiores, onde penetram, causando por vezes prejuízos agrícolas muito significativos. Os nematodes parasitam também em muitas espécies de vertebrados e invertebrados, que, sendo seus hospedeiros, são altamente prejudicados. Nos humanos e animais domésticos podem causar mal-estar, doenças e morte. Os que mais infetam os humanos são dos géneros Ascaris, Trichinela, Oxiurus e Filária.
O plano geral do corpo desenvolve-se a partir de três camadas de células, mas entre a endoderme e a mesoderme existe um espaço ou cavidade denominada "pseudoceloma". São pseudocelomados, o que caracteriza um estado de evolução para o celoma que se encontra em todos os animais com nível de organização superior ao dos nematelmintes. O sistema digestivo é completo, iniciando-se na boca e terminando no ânus. A reprodução é sexuada e os sexos são separados. No género Ascaris, a fêmea é maior que o macho. O ciclo biológico é por vezes complexo e as formas parasitas necessitam frequentemente de mais de um hospedeiro para o completar.
Há autores que consideram a classe dos nematodes com um filo independente.
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Como referenciar
nematodes na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$nematodes [visualizado em 2026-08-07 06:25:07].
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