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Novelística (na época medieval)
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Com a passagem da recitação oral jogralesca à leitura, aperfeiçoam-se, ao longo da época medieval, as formas narrativas em língua vulgar, como as prosificações das canções de gesta e a transmissão dos romances arturianos.

A escassez e o carácter fragmentário e discutível de documentos relativos a uma novelística medieval portuguesa podem ser supridos pelo manancial de pequenas narrações que revelam o domínio de técnicas específicas do género narrativo, como, por exemplo, fábulas ou anedotas. A própria historiografia e literatura heráldicas entremeiam, no encadeamento dos seus registos, pequenas histórias semilendárias que integram o património narrativo medieval português, como, por exemplo, a lenda de Gaia ou a novela do rei Ramiro, que se encontram no Livro de Linhagens.

Por outro lado, mesmo na poesia trovadoresca galego-portuguesa, nomeadamente nas cantigas de escárnio e maldizer, encontramos, em algumas composições, pequenas histórias anedóticas que, embora versificadas, obedecem a um esquema narrativo. No entanto, os textos que derivam de uma tradição novelística mais extensa e ramificada são os que integram a Matéria de Bretanha, como o José de Arimateia ou a Demanda do Graal.

Na tradição religiosa, o registo hagiográfico, combinando, muitas vezes, a narrativa biográfica com a narrativa cavaleiresca, constituiu um dos melhores campos de ensaio para o desenvolvimento da técnica narrativa e do tratamento da matéria historiográfica, como a Crónica da Ordem dos Frades Menores, traduzida de um original latino, no final do século XIV.

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Como referenciar
Novelística (na época medieval) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$novelistica-(na-epoca-medieval) [visualizado em 2026-06-05 20:12:19].

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