Novelística (na época medieval)
Com a passagem da recitação oral jogralesca à leitura, aperfeiçoam-se, ao longo da época medieval, as formas narrativas em língua vulgar, como as prosificações das canções de gesta e a transmissão dos romances arturianos.
A escassez e o carácter fragmentário e discutível de documentos relativos a uma novelística medieval portuguesa podem ser supridos pelo manancial de pequenas narrações que revelam o domínio de técnicas específicas do género narrativo, como, por exemplo, fábulas ou anedotas. A própria historiografia e literatura heráldicas entremeiam, no encadeamento dos seus registos, pequenas histórias semilendárias que integram o património narrativo medieval português, como, por exemplo, a lenda de Gaia ou a novela do rei Ramiro, que se encontram no Livro de Linhagens.
Por outro lado, mesmo na poesia trovadoresca galego-portuguesa, nomeadamente nas cantigas de escárnio e maldizer, encontramos, em algumas composições, pequenas histórias anedóticas que, embora versificadas, obedecem a um esquema narrativo. No entanto, os textos que derivam de uma tradição novelística mais extensa e ramificada são os que integram a Matéria de Bretanha, como o José de Arimateia ou a Demanda do Graal.
Na tradição religiosa, o registo hagiográfico, combinando, muitas vezes, a narrativa biográfica com a narrativa cavaleiresca, constituiu um dos melhores campos de ensaio para o desenvolvimento da técnica narrativa e do tratamento da matéria historiográfica, como a Crónica da Ordem dos Frades Menores, traduzida de um original latino, no final do século XIV.
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Demanda do GraalNovela de cavalaria de origem lendária, que corresponde a uma cópia quinhentista de um original do ú...
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José de ArimateiaNovela de cavalaria, conservada no Arquivo Nacional e Torre do Tombo, cópia do século XVI de um orig...
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Livro de LinhagensCompilações genealógicas registadas nos séculos XIII e XIV e motivadas pela necessidade prática de c...
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RamiroRamiro é um personagem de banda desenhada, criado na Bélgica por Jacques Stoquart (argumento) e por ...
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retórica novaExpressão lançada por Chaim Perelman (1958), com a qual pretendia recuperar uma imagem positiva da d
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outrar-seFenómeno de fazer-se outro, de adotar várias personalidades, dando-lhes vida e independência. Outrar
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Ode sáficaOde com estrofe de três versos sáficos (o verso sáfico tem cinco pés) e um adónico (verso com um pé
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oratória românticaDada a estreita ligação entre a revolução do Romantismo e a implantação do Liberalismo em Portugal,
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Poesia palacianaDesignação que se atribui usualmente à poesia legada pelo Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, da