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O Jogo de Fazer Versos
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Sendo o recurso consciente a intertextualidades uma das técnicas do "jogo de fazer versos", este volume de Luís Filipe Castro Mendes pode ser lido tendo como leitura arquitextual a poética de dois Fernandos: Fernando Pessoa, autor citado em epígrafe, e Fernando Echevarría, a quem é dedicada uma composição epistolar em jeito de introdução ao "Primeiro Livro". Do primeiro registando o sentido lúdico da poesia, no que esse ludismo significa de "última ilusão", de fingimento e de racionalização da emoção, e, do segundo, a "medida e o rigor", num neobarroquismo que trai uma visão irónica e melancólica sobre um mundo onde os ideais morreram ("Se nos morreu às mãos toda utopia, / é que sobra em palavras a Poesia") e onde a lógica faliu ("...dos sonhos da razão perfeito olvido"), O Jogo de Fazer Versos recria formas tradicionais (soneto, elegia), integra o sentido metapoético da escrita e assume o efeito derisório da paródia («Nós, os Vencidos do Surrealismo», «Os Idos de Marx»).
O poeta ficcionista Luís Filipe de Castro Mendes
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Como referenciar
O Jogo de Fazer Versos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$o-jogo-de-fazer-versos [visualizado em 2026-06-06 16:42:42].
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