O Mandarim
Novela de carácter "fantasista e fantástico", publicada em folhetins no Diário de Portugal, entre 7 e 18 de julho de 1880, que representa um afastamento dos preceitos científicos da Realismo-Naturalismo "analista e experimental" praticado em O Primo Basílio (1878) e O Crime do Padre Amaro (1880).
A partir da quinta edição, de 1907, o texto faz-se acompanhar do prefácio que Eça de Queirós projetara, "A propos du Mandarin. Lettre qui aurait dû être une préface", texto que se reveste de importância pelo seu carácter doutrinário, onde Eça aponta o idealismo como "a tendência mais natural, mais espontânea do espírito português". A intriga gira em torno de um pobre funcionário público, que sonha com uma fortuna e uma aventura, e que um dia descobre a fábula do mandarim, rico chinês cuja enorme riqueza será herdada por aquele que se decidir a tocar uma campainha, sabendo que este gesto lhe causará a morte.
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