O Motim
Peça publicada em 1963, em edição do autor (Miguel Franco), e levada à cena a 5 de fevereiro de 1965 no Teatro Avenida, pela companhia do Teatro Nacional D. Maria II, esta peça histórica tem como tema uma sublevação dos homens do Porto contra a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que, de insignificante agitação, foi considerada rebelião formal e punida pronta e injustamente por ordem de Sebastião José de Carvalho e Melo pela condenação à morte de 30 cidadãos que alegadamente teriam participado no motim.
O dramatismo da peça atinge o seu paroxismo com o desespero crescente dos acusados que, depois de um momento de ingénua perplexidade, compreendem com desalento que serão injustamente condenados à morte.
A coragem com que um dos acusados, Tomás Pinto, recebe a sentença cruel impõe-se como modelo de dignidade e de resistência, o que explica a proibição de exibição da peça pelo regime salazarista após a sua quinta representação.
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