objetividade
Para Comte e Durkheim, a cientificidade da sociologia requer, à semelhança das Ciências da Natureza, a observância da objetividade. Imparcial, o sociólogo deve distanciar-se dos fenómenos estudados e seguir os procedimentos metodológicos apropriados; "tratar os factos sociais como coisas", "do exterior", sem "pré-noções".
Demarcando-se do positivismo, atento à importância do sentido e da subjetividade, Max Weber admite a dupla parcialidade inerente a toda a pesquisa sociológica. Qualquer que seja o objeto, são inesgotáveis os aspetos passíveis de investigação, o que obriga o sociólogo a selecionar e a ater-se apenas a uma ínfima parte. O mesmo sucede com as variáveis e as regressões causais, ambas infinitas. Acresce que um fenómeno pode ser equacionado sob múltiplos pontos de vista legítimos. Quando o sociólogo delimita e constrói o objeto, fá-lo guiado pelos seus interesses e valores. Max Weber advoga, contudo, o princípio da neutralidade axiológica: a investigação deve pautar-se pela isenção, pelo rigor e pelos cânones universais da ciência.
O "objetivismo", como o designa Bakhtine (1977), foi, desde muito cedo, alvo de duras críticas. Para este autor, trata-se apenas de uma, entre outras, forma de conhecimento, sem qualquer privilégio de adequação à realidade. Antes pelo contrário, o objetivismo desdialectiza, reifica os agentes e os fenómenos sociais, retirando-lhes movimento e vida. Na linha de alguns marxistas (por exemplo, Lukács), Mannheim sustenta que todo o conhecimento, incluindo o verdadeiro, é condicionado socialmente, por isso vinculado a perspetivas particulares. Também para Bourdieu, os momentos e as técnicas de objetivação não fazem jus à realidade, carecem de ser corrigidos e superados por outros momentos e técnicas mais consentâneos com a complexidade, a criatividade, a subjetividade e a "fenomenologia" dos mundos e das ações sociais.
Demarcando-se do positivismo, atento à importância do sentido e da subjetividade, Max Weber admite a dupla parcialidade inerente a toda a pesquisa sociológica. Qualquer que seja o objeto, são inesgotáveis os aspetos passíveis de investigação, o que obriga o sociólogo a selecionar e a ater-se apenas a uma ínfima parte. O mesmo sucede com as variáveis e as regressões causais, ambas infinitas. Acresce que um fenómeno pode ser equacionado sob múltiplos pontos de vista legítimos. Quando o sociólogo delimita e constrói o objeto, fá-lo guiado pelos seus interesses e valores. Max Weber advoga, contudo, o princípio da neutralidade axiológica: a investigação deve pautar-se pela isenção, pelo rigor e pelos cânones universais da ciência.
O "objetivismo", como o designa Bakhtine (1977), foi, desde muito cedo, alvo de duras críticas. Para este autor, trata-se apenas de uma, entre outras, forma de conhecimento, sem qualquer privilégio de adequação à realidade. Antes pelo contrário, o objetivismo desdialectiza, reifica os agentes e os fenómenos sociais, retirando-lhes movimento e vida. Na linha de alguns marxistas (por exemplo, Lukács), Mannheim sustenta que todo o conhecimento, incluindo o verdadeiro, é condicionado socialmente, por isso vinculado a perspetivas particulares. Também para Bourdieu, os momentos e as técnicas de objetivação não fazem jus à realidade, carecem de ser corrigidos e superados por outros momentos e técnicas mais consentâneos com a complexidade, a criatividade, a subjetividade e a "fenomenologia" dos mundos e das ações sociais.
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Como referenciar
objetividade na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$objetividade [visualizado em 2026-06-11 13:19:03].
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