objeto transitivo
Este termo foi inicialmente criado por Donald Winnicott em 1953, para denominar um objeto concreto selecionado e preferido pelo bebé e pela criança pequena em certas situações com vista a alcançar a tranquilidade. Este objeto pode ser um ursinho de peluche, uma fralda, um cobertor, etc.
Em termos psicológicos, o objeto transitivo constitui um tipo de mediador entre o mundo interno do bebé ou criança e o mundo externo, a realidade que o envolve, já que, apesar de ser algo palpável, é investido de simbolismo e significado subjetivo.
Segundo Winnicott, esta capacidade de utilização por parte do bebé de um objeto transitivo consente e permite a transição da primeira relação, que é oral, que tinha com a mãe, para a verdadeira relação de objeto. Este objeto é sentido como algo quase inseparável do bebé, mas em simultâneo representa a posse de algo que não é ele próprio, mas que é verdadeiramente só dele.
A função deste objeto prolonga-se durante toda a vida, como algo que é pertencente tanto ao imaginário como ao mundo real. Pode ser manifestado em vários tipos de experiência, mas especialmente nas atividades de criação sejam elas artísticas, culturais ou religiosas ou outras, que representam a capacidade do sujeito de se poder localizar no domínio do imaginário e da ilusão.
Em termos psicológicos, o objeto transitivo constitui um tipo de mediador entre o mundo interno do bebé ou criança e o mundo externo, a realidade que o envolve, já que, apesar de ser algo palpável, é investido de simbolismo e significado subjetivo.
Segundo Winnicott, esta capacidade de utilização por parte do bebé de um objeto transitivo consente e permite a transição da primeira relação, que é oral, que tinha com a mãe, para a verdadeira relação de objeto. Este objeto é sentido como algo quase inseparável do bebé, mas em simultâneo representa a posse de algo que não é ele próprio, mas que é verdadeiramente só dele.
A função deste objeto prolonga-se durante toda a vida, como algo que é pertencente tanto ao imaginário como ao mundo real. Pode ser manifestado em vários tipos de experiência, mas especialmente nas atividades de criação sejam elas artísticas, culturais ou religiosas ou outras, que representam a capacidade do sujeito de se poder localizar no domínio do imaginário e da ilusão.
Partilhar
Como referenciar
objeto transitivo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$objeto-transitivo [visualizado em 2026-06-25 23:55:15].
Outros artigos
-
Donald WinnicottPsicanalista e psiquiatra inglês, Donald W. Winnicott nasceu no ano de 1896, em Plymouth, na Grã-Bre...
-
sadismoTrata-se de um desejo de fazer sofrer o objeto sexual e é considerada uma perversão sexual, já que e
-
sonhoOs sonhos foram tomados no sentido clínico a partir de estudos efetuados por Sigmund Freud (1900), o
-
sentidoSentido geralmente significa a função que permite ao corpo aperceber-se do que se passa fora dele, g
-
solidãoA solidão é uma sensação de tristeza que resulta de se estar ou de se sentir sozinho e isolado e tam
-
sexismoFormas de comportamento e ideologias nas quais são atribuídas determinadas disposições e capacidades
-
sofrologiaA sofrologia é definida como o estudo da consciência humana e das suas modificações. É uma escola ci
-
sociodramaRelativo a psicodrama. Técnica de intervenção pedagógica e terapêutica dirigida à mudança de comport
-
somatizaçãoSíndrome crónica de múltiplos sintomas somáticos que não têm justificação médica nem são comprovados
-
saúdeSegundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de "saúde", mais do que ausência de doença,
Partilhar
Como referenciar 
objeto transitivo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$objeto-transitivo [visualizado em 2026-06-25 23:55:15].