Olavo Bilac
Poeta e publicista brasileiro, Olavo Brás Martins de Guimarães Bilac nasceu em 1865, no Rio de Janeiro, e aí faleceu em 1918. É conhecido por ser um dos mais notáveis poetas parnasianos brasileiros e granjeou uma fama tal que os seus contemporâneos lhe colocaram o epíteto de «Príncipe dos Poetas Brasileiros». Por outro lado, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, facto que evidencia o seu lugar de destaque entre os homens de cultura do seu tempo.
Aos 22 anos tinha o destino traçado: Olavo Bilac abandonava a tradição familiar que o levaria ao exercício da medicina e optava definitivamente por uma carreira intelectual. Cursou Direito em S. Paulo, mas acabou por desistir e regressar ao Rio de Janeiro, onde se integrou nos circuitos boémios e culturais da cidade.
Começou a escrever crónicas e artigos para a Gazeta de Notícias e revistas como A Semana e A cigarra. Pontilhados ora por uma fina ironia, ora por uma exaltação dos valores e riquezas pátrios, esses artigos demonstram o grande empenho que Bilac sempre demonstrou ter pelos movimentos cívicos e políticos em prol do progresso do Brasil. Por isso, protagonizou sucessivas campanhas de abolição da escravatura, de defesa da liberdade contra a ditadura, de promoção da alfabetização e do serviço militar obrigatório.
Para Bilac, a pátria brasileira era o seu «grande feitiço». Isso ficou bem patente não só nas suas crónicas acutilantes (em Crónicas e Novelas, de 1894, Crítica e Fantasia, de 1904, e Ironia e Piedade, de 1916) como, e talvez especialmente, na sua poesia.
Na segunda metade do século XIX, certas descobertas científicas, como o Evolucionismo, e os novos ideais positivistas e materialistas vieram revolucionar a visão que se tinha do mundo. Esses princípios foram desde logo assimilados pelos intelectuais brasileiros, com especial destaque para Olavo Bilac. São nítidas as influências dos poetas do Parnase parisiense na sua arte poética. A riqueza e precisão formal aliadas a uma visão particular da realidade, onde à exaltação se sobrepõe a análise e a busca do essencial, fundamentam a sua inclusão no grupo dos poetas parnasianos. Através de uma poesia de grande apuro técnico - que não deixa de evocar a própria tradição da poesia arcádica portuguesa, nomeadamente Bocage -, procura atingir a perfeição universal.
Se o seu primeiro livro - Poesias, de 1888 - pouco se afasta de uma estética eminentemente realista, já a sua obra poética posterior indicia uma busca mais interiorizada da realidade, como forma de atingir as forças e os valores que fazem mover o universo. Alma Inquieta (1902) e Tarde (livro póstumo editado em 1919) denotam uma evolução do autor. O carácter sensorial é suplantado pela reflexão, com o desenvolvimento de temas como a saudade, a velhice e a morte. Mas, como fio condutor de toda a sua obra, está sempre uma visão autónoma da realidade, ainda que essa autonomia, mais do que individual, seja a marca de todo um povo, que se vê refletido na obra. Por isso não é de estranhar que sejam seus os versos que dão vida ao hino nacional brasileiro, Hino à Bandeira.
Aos 22 anos tinha o destino traçado: Olavo Bilac abandonava a tradição familiar que o levaria ao exercício da medicina e optava definitivamente por uma carreira intelectual. Cursou Direito em S. Paulo, mas acabou por desistir e regressar ao Rio de Janeiro, onde se integrou nos circuitos boémios e culturais da cidade.
Começou a escrever crónicas e artigos para a Gazeta de Notícias e revistas como A Semana e A cigarra. Pontilhados ora por uma fina ironia, ora por uma exaltação dos valores e riquezas pátrios, esses artigos demonstram o grande empenho que Bilac sempre demonstrou ter pelos movimentos cívicos e políticos em prol do progresso do Brasil. Por isso, protagonizou sucessivas campanhas de abolição da escravatura, de defesa da liberdade contra a ditadura, de promoção da alfabetização e do serviço militar obrigatório.
Para Bilac, a pátria brasileira era o seu «grande feitiço». Isso ficou bem patente não só nas suas crónicas acutilantes (em Crónicas e Novelas, de 1894, Crítica e Fantasia, de 1904, e Ironia e Piedade, de 1916) como, e talvez especialmente, na sua poesia.
Na segunda metade do século XIX, certas descobertas científicas, como o Evolucionismo, e os novos ideais positivistas e materialistas vieram revolucionar a visão que se tinha do mundo. Esses princípios foram desde logo assimilados pelos intelectuais brasileiros, com especial destaque para Olavo Bilac. São nítidas as influências dos poetas do Parnase parisiense na sua arte poética. A riqueza e precisão formal aliadas a uma visão particular da realidade, onde à exaltação se sobrepõe a análise e a busca do essencial, fundamentam a sua inclusão no grupo dos poetas parnasianos. Através de uma poesia de grande apuro técnico - que não deixa de evocar a própria tradição da poesia arcádica portuguesa, nomeadamente Bocage -, procura atingir a perfeição universal.
Se o seu primeiro livro - Poesias, de 1888 - pouco se afasta de uma estética eminentemente realista, já a sua obra poética posterior indicia uma busca mais interiorizada da realidade, como forma de atingir as forças e os valores que fazem mover o universo. Alma Inquieta (1902) e Tarde (livro póstumo editado em 1919) denotam uma evolução do autor. O carácter sensorial é suplantado pela reflexão, com o desenvolvimento de temas como a saudade, a velhice e a morte. Mas, como fio condutor de toda a sua obra, está sempre uma visão autónoma da realidade, ainda que essa autonomia, mais do que individual, seja a marca de todo um povo, que se vê refletido na obra. Por isso não é de estranhar que sejam seus os versos que dão vida ao hino nacional brasileiro, Hino à Bandeira.
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Como referenciar
Olavo Bilac na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$olavo-bilac [visualizado em 2026-06-04 18:57:07].
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