Ombro, Arma!
A novela Ombro, Arma!, que dá título a esta coletânea de contos, tem como objeto a resistência a uma formação militar rígida e reacionária, a partir do ponto de vista satírico de um narrador que, integrado na luta clandestina contra o fascismo, lança mão de qualquer recurso para se furtar às manobras de preparação para a guerra colonial e subverter a disciplina militar.
Paralelamente à experiência de desumanização imposta pela vida da caserna, a narrativa descreve uma outra formação, no sentido da libertação da consciência, e cujos agentes serão o amor e a leitura, não hesitando o autor em introduzir no discurso ficcional a reflexão ideológica e de estética literária, numa defesa firme de uma literatura empenhada: "É esta a diferença fundamental: nós estamos aqui para transformar a vida. Escrevemos por um compromisso com os explorados, por uma lógica irrepreensível de combate. [...] Os nacional-versejadores e romancistas, de extrema direita ou com um estalado verniz democrático, fazem-no para gloriar a abulia passadista, colher os proventos das suas 'epanáforas de vária história', destilar a água chilra do subjetivismo com um fim. Ou para encanecer vanguardas esterilizadoras."
Escritas entre 1973 e 1977, as narrativas aqui coligidas, fazendo compaginar a esperança revolucionária que amadurece num contexto de repressão e a frustração de constatar que a revolução de abril vai sendo a pouco e pouco traída, são um exemplo perturbador da capacidade de conciliar uma escrita que faz questão de ostentar, sem pudor, o seu compromisso social, com a renovação dos processos narrativos (caso, por exemplo, do conto Até Amanhã, que contrapõe, num texto a duas colunas, os discursos não cruzados, de Cristina e de Pedro) e com um discurso ficcional que recorre frequentemente à metáfora.
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A Mantilha de BeatrizRomance de Pinheiro Chagas, publicado em 1878, cuja ação se desenrola no século XVII e parte de uma
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A Morgadinha dos CanaviaisRomance de Júlio Dinis publicado em 1868. A ação inicia-se com Henrique de Souselas, órfão rico resi
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Chocolate à ChuvaRomance de Alice Vieira, publicado em 1982, é uma obra da literatura infanto-juvenil. Corresponde ao
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A CanalhaPoema panfletário de Gomes Leal, de cariz republicano, em que anuncia a revolta dos "tristes, os vis
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Contos para a InfânciaSeleção de contos populares "escolhidos dos melhores autores", narrados por Guerra Junqueiro e desti
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A Nossa GenteColetânea de contos de Teixeira de Queirós, publicada em 1899, inserta na rubrica Comédia do Campo,
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A Ideia de DeusObra, publicada em 1902, em que Sampaio Bruno procura elaborar uma teodiceia, operando a síntese ent
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A Cidade e as SerrasRomance editado postumamente, em 1901, sem que tenha sido integralmente revisto pelo autor, onde Eça
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Camões, Os Lusíadas e a Renascença em PortugalObra que surge como a refundição do ensaio de 1872 Os Lusíadas - Ensaio sobre Camões e a sua Obra. N
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A Harpa do CrenteColetânea de poesias de Alexandre Herculano, revelando, entre outras, as influências de Klopstock, C