ordens profissionais
As ordens profissionais são associações profissionais de direito publico, criadas com o objetivo de representar e autorregulamentar, de forma autónoma, profissões cujo exercício exige independência técnica (Ordem dos Médicos, Ordem dos Advogados, etc.).
Constituem-se, desse modo, como um conjunto de organismos fechados sobre si mesmos e corporativistas, de definição e regulamentação do exercício das profissões que desempenham e de discriminação em relação a quaisquer atividades supostamente concorrenciais. As ordens profissionais têm, portanto, ainda que de forma dissimulada, uma ação de controlo sobre o mercado de trabalho, controlo esse que pode variar consoante as circunstâncias e o tempo: por um lado, as ordens acreditam e regulamentam ou tentam regulamentar a formação que é ministrada nas instituições escolares que garantem a aprendizagem das profissões que representam; por outro, as ordens fazem "balançar" as exigências de acesso ao mercado de trabalho consoante situações conjunturais e excesso ou falta de profissionais que representam. Pode, a título de exemplo, falar-se do acesso à profissão de advogado, que depende, após a licenciatura em Direito (numa instituição de ensino que a Ordem dos Advogados reconheça), da frequência e respetiva aprovação de um estágio promovido pela Ordem, cujo acesso ou conclusão pode ser mais ou menos dificultado pela existência de restrições ao acesso, ou pelo alongamento do tempo de formação em estágio, entre outros mecanismos seletivos. Há, portanto, uma capacidade de controlo de acesso ao mercado de trabalho, o que faz das ordens profissionais instituições de discriminação, isto é, com objetivos claramente distintos, por exemplo, dos sindicatos, que, ao invés, reivindicam emprego generalizado. É evidente que as ordens profissionais, por representarem profissões que exigem um elevado grau de preparação educacional e de especialização, cultivam e defendem um ethos associativo que se traduz num conjunto de valores, normas, atitudes e aspirações de carreira em cada uma das profissões que representam. Pela expressão social que têm as profissões que cada uma das ordens profissionais congrega e, por outro lado, pela importância vital que o exercício dessas profissões tem para a sociedade global, as ordens constituem importantes grupos de pressão em relação ao poder político, muito embora, legalmente, não lhes esteja cometido qualquer direito reivindicativo, tal como acontece em relação ao direito sindical de decretar a greve.
Constituem-se, desse modo, como um conjunto de organismos fechados sobre si mesmos e corporativistas, de definição e regulamentação do exercício das profissões que desempenham e de discriminação em relação a quaisquer atividades supostamente concorrenciais. As ordens profissionais têm, portanto, ainda que de forma dissimulada, uma ação de controlo sobre o mercado de trabalho, controlo esse que pode variar consoante as circunstâncias e o tempo: por um lado, as ordens acreditam e regulamentam ou tentam regulamentar a formação que é ministrada nas instituições escolares que garantem a aprendizagem das profissões que representam; por outro, as ordens fazem "balançar" as exigências de acesso ao mercado de trabalho consoante situações conjunturais e excesso ou falta de profissionais que representam. Pode, a título de exemplo, falar-se do acesso à profissão de advogado, que depende, após a licenciatura em Direito (numa instituição de ensino que a Ordem dos Advogados reconheça), da frequência e respetiva aprovação de um estágio promovido pela Ordem, cujo acesso ou conclusão pode ser mais ou menos dificultado pela existência de restrições ao acesso, ou pelo alongamento do tempo de formação em estágio, entre outros mecanismos seletivos. Há, portanto, uma capacidade de controlo de acesso ao mercado de trabalho, o que faz das ordens profissionais instituições de discriminação, isto é, com objetivos claramente distintos, por exemplo, dos sindicatos, que, ao invés, reivindicam emprego generalizado. É evidente que as ordens profissionais, por representarem profissões que exigem um elevado grau de preparação educacional e de especialização, cultivam e defendem um ethos associativo que se traduz num conjunto de valores, normas, atitudes e aspirações de carreira em cada uma das profissões que representam. Pela expressão social que têm as profissões que cada uma das ordens profissionais congrega e, por outro lado, pela importância vital que o exercício dessas profissões tem para a sociedade global, as ordens constituem importantes grupos de pressão em relação ao poder político, muito embora, legalmente, não lhes esteja cometido qualquer direito reivindicativo, tal como acontece em relação ao direito sindical de decretar a greve.
Partilhar
Como referenciar
ordens profissionais na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ordens-profissionais [visualizado em 2026-06-22 23:22:45].
Outros artigos
-
DireitoA palavra direito deriva etimologicamente de ius rectum, que significa "aquilo que é justo", o Direi...
-
Direito de retiradaDesignado, pelo Direito francês, como direito de arrependimento, traduz-se no direito de o autor da
-
leis de NurembergaLegislação antijudaica introduzida na Alemanha pelo Partido Nazi numa convenção reunida em Nuremberg
-
Protocolo de MontrealO Protocolo de Montreal consiste num protocolo sobre as substâncias que destroem a camada de ozono.
-
leis de DesamortizaçãoEste tipo de leis, que tinham por objetivo acautelar a concentração de bens fundiários de mão-morta,
-
distância de segurançaO Código da Estrada impõe, a cada condutor, a obrigatoriedade de manter uma distância suficiente em
-
Direito de respostaDireito que cabe a qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público,
-
distância de travagemDecorrido o tempo de reação em que o condutor se apercebe do obstáculo até que começa a travar, o co
-
Édito de NantesÉdito decretado por Henrique IV, em 13 de abril de 1598, a fim de regular a condição legal da Igreja
-
Direito de retificaçãoDireito que cabe a qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público,
Partilhar
Como referenciar 
ordens profissionais na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ordens-profissionais [visualizado em 2026-06-22 23:22:45].