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Os Implacáveis
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Peça em um ato, ainda não levada à cena, de Manuel Granjeio Crespo. Quatro condenados, Alberto, Joaquim, Luciano e Amélia, sentenciados em nome de todas as convenções e mitos absurdos ("bons costumes, condecorações, tradição, antepassados, grupos excursionistas, discos voadores, clubes de futebol, etc.), vivem juntos a derradeira noite antes da execução da sua sentença à "desonra", à "tortura", à "miséria", às "calúnias", à "morte definitiva". Durante essa longa noite, as personagens levam a cabo um processo de simulação e de devaneio, através de sucessivos jogos de faz de conta em que caricaturam a criação artística, as hipocrisias sociais, as convenções familiares e burguesas. Sob o influxo de Jean Genet, nesta peça, os jogos de fingimento desenvolvem "o conflito do indivíduo e da máscara, ainda quando a mais prestável, o conflito entre a emoção e a retórica que a trai, entre a concreta aventura privada e a adiada ventura geral" (RODRIGUES, Urbano Tavares, prefácio a Os Implacáveis, Lisboa, 1961, p. 119). Apelando ainda para novas formas de comunicação teatral, três altifalantes pontuam, como um coro trágico, a passagem do tempo, trazendo "a voz profética da poesia" (REBELLO, Luís Francisco - 100 Anos de Teatro Português, Lisboa, 1984, p. 209).
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Como referenciar
Os Implacáveis na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$os-implacaveis [visualizado em 2026-06-04 11:48:07].

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