Os Quatrocentos Golpes
Filme dramático francês realizado em 1959 por François Truffaut, Les Quatre Cents Coups foi interpretado por Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier, Albert Rémy, Patrick Auffray e Georges Flamant, entre outros. O argumento foi escrito por François Truffaut e Marcel Moussy.
Obra de estreia nas longas-metragens do seu autor, até aí mais conhecido como crítico de cinema na mítica revista Cahiers du Cinema, o filme é uma comovida visão sobre a infância e a adolescência, sobre os tempos dos primeiros (des)encontros com a vida, a partir da sua personagem central, Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), um rapaz de 12 anos, e do conjunto das restantes personagens, em que sobressaem as crianças como o inefável René (Patrick Auffray), a mãe (Claire Maurier), o padrasto (Albert Rémy), etc. O confronto de Antoine com o padrasto e com a mãe é o seu confronto com a sociedade e com o mundo dos adultos, por oposição à solidariedade que mantém com René e os outros miúdos. Truffaut capta o sentimento da adolescência no período que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, baseando-se na sua própria experiência.
Para além disso, o filme transmite ao espectador o fascínio da mulher para um adolescente, através de tudo aquilo que ela traz de diferente e de atraente, gerador de um mundo secreto e próprio, só compartilhável até certo ponto com outros jovens da mesma idade. Aqui existe uma metáfora que faz equivaler a mulher ao cinema e a paixão por uma mulher à paixão pelo próprio cinema. Mas existem outras ideias notáveis com correspondente tradução fílmica, como a da carência económica da criança e o seu sonho pela posse de bens materiais, nem que tenha que utilizar os de outros, como acontece na sequência do roubo da máquina de escrever.
Ficou particularmente famoso o final em aberto com a corrida do protagonista na praia, convocando ao mesmo tempo a promessa e a tristeza, demonstrando que o cinema não oferece respostas fáceis para os problemas da vida. O mesmo acabou por demonstrar Truffaut com os filmes seguintes que faria dedicados à mesma personagem: Antoine et Colette (1962), curta-metragem integrada no filme em episódios L'Amour à Vingt Ans, Baisers Volés (Beijos Roubados, 1968), Domicile Conjugal (Domicílio Conjugal, 1970) e L'Amour en Fuite (O Amor em Fuga, 1979).
O seu sucesso internacional ajudou a impor Truffaut como um dos grandes nomes da chamada Nouvelle Vague.
Foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Original e venceu o prémio de Melhor Realização no Festival de Cannes de 1959 e o BAFTA de Melhor Filme Não Inglês.
Estreou em Portugal a 23 de março de 1961, no Cinema Avis.
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