Ossadas
Coligindo poesias provavelmente escritas entre 1922 e 1946, divide-se em dois Livros, colocados sob a epígrafe Poemas breves / como o instante da flor / que abriu para morrer.
Relativamente aos volumes anteriormente publicados por Afonso Duarte, o que se deteta com evidência em Ossadas é "uma maior libertação da palavra, ao mesmo tempo que um mais alto comprometimento com uma poética de fundo popular mas de realização erudita (...)." (cf. GONÇALVES, Maria Madalena - Poesia de Afonso Duarte, Ed. Comunicação, 1984, p. 76).
Outro dos aspetos que a religam a uma modernidade sedimentada nos anos que precedem a publicação de Ossadas é um sentido de contenção emocional e de brevidade expressiva enquanto vontade de registar o "instantâneo e a momentaneidade das formas, das impressões, das coisas, da própria vida..." (cf. id. ibi., p. 74).
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