Palácio Farnese (Roma)
A construção do Palácio Farnese foi iniciada em 1534 pelo florentino António da Sangallo, o Jovem, e foi retomada a partir de 1546 por Michelangelo Buonarroti. À construção deste palácio está ligado o nome de Giulia Farnese que como aia de Lucrécia Bórgia entrou no Vaticano e encetou diligências para que o seu irmão obtivesse a púrpura cardinalícia. Com condições económicas que lhe permitiam erigir uma construção desta envergadura, o cardeal deu início ao palácio.
Alexandre Farnese tornou-se Papa com o nome de Paulo III (1534-1550) e nomeou cardeal o seu sobrinho Alexandre. Só este último é que pôde concluir o palácio em 1594. A longa duração das obras deve-se à interrupção da sua construção durante o saque de Roma. Quando o Papa reiniciou a obra em 1546, Michelangelo assumiu as funções de supervisor, de que resultou a introdução de algumas melhorias na planta inicial bem como uma ampliação, de tal forma que o palácio ficaria com proporções exageradas. Apesar da sua grandeza e de ter atravessado vários estilos e mudanças de gosto, esta construção apresenta uma unidade e hegemonia espantosas.
Percebe-se nas quatro fachadas que repetem motivos idênticos; nos imensos paramentos divididos por faixas e decorados com motivos geométricos; nas arquitraves de silhares almofadados; e no coroamento através de cornija. O arquiteto renunciou ao almofadado florentino, animando a superfície através de janelas retangulares. Apresenta um pátio retangular seguindo o desenho de Sangallo, que é o coração do edifício, e os três pisos sobrepõem-se com as três ordens: o inferior com ordem dórica, o segundo piso com arcos cegos e o terceiro com janelas coroadas com frontões curvos.
Percebe-se nas quatro fachadas que repetem motivos idênticos; nos imensos paramentos divididos por faixas e decorados com motivos geométricos; nas arquitraves de silhares almofadados; e no coroamento através de cornija. O arquiteto renunciou ao almofadado florentino, animando a superfície através de janelas retangulares. Apresenta um pátio retangular seguindo o desenho de Sangallo, que é o coração do edifício, e os três pisos sobrepõem-se com as três ordens: o inferior com ordem dórica, o segundo piso com arcos cegos e o terceiro com janelas coroadas com frontões curvos.
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Como referenciar
Palácio Farnese (Roma) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$palacio-farnese-(roma) [visualizado em 2026-07-07 22:46:25].
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