parafilia
A parafilia é entendida como uma anomalia ou perversão da sexualidade caracterizada pela continua procura de excitação sexual através de objetos não habituais ou de situações bizarras ou anormais.
É um termo que designa o anormal comportamento sexual que se verifica com pouca frequência na população ou que "viola" as normas e os costumes de uma determinada sociedade.
De acordo com o Manual de Classificação, Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiatra Americana (DSM-III-R: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, American Apsychiatric Association, 1987) as parafilias caracterizam-se por fantasias sexuais específicas, necessidades e práticas sexuais geralmente repetitivas e angustiantes para o indivíduo.
As principais categorias deste tipo de desvio são a pedofilia, o exibicionismo, o sadismo e o masoquismo sexual, o voyeurismo, o fetichismo e o frotteurismo.
Considera-se uma pedofilia quando, por um período mínimo de 6 meses, um indivíduo com pelo menos 16 anos sente uma excitação sexual por crianças. O exibicionismo é entendido como o desejo continuo de exibir os órgãos sexuais a uma pessoa estranha ou desprevenida.
O sadismo e o masoquismo sexual implicam um sofrimento psicológico ou físico. No primeiro caso o sádico sente uma necessidade de criar na vítima uma sensação de terror (aplicação do sofrimentos aos outros). No segundo caso o masoquista obtém satisfação com o próprio sofrimento (aplicação do sofrimento a si mesmo).
No voyeurismo encontra-se indivíduos que obtêm prazer observando, à distância, as pessoas a despirem-se ou envolvidas em atividade sexual. Por sua vez, o fetichismo implica uma excitação sexual exclusiva com o uso de objetos inanimados pelo próprio indivíduo (por exemplo, roupas íntimas e sapatos femininos).
Por último, no frotteurismo ou frottage a excitação sexual ocorre com a fricção do corpo do homem que apresenta este desvio noutra pessoa qualquer, geralmente em locais de com grande concentração de pessoas.
Todas as parafilias são alterações do comportamento sexual de indivíduos com uma grande imaturidade afetiva, incapazes de desenvolverem uma relação duradoura e que reagem com alguma culpabilidade (apesar de não conseguirem resistir). Contudo, existem alguns casos em que os indivíduos que apresentam este desvio não sentem qualquer culpa e, ainda, arranjam justificações para o que fazem.
A maior parte destes indivíduos procuram empregos que lhes permita atingir os seus objetivos e são, em regra geral, pessoas próximas das vítimas (como, por exemplo, vizinhos, amigos ou parentes).
Tirando as situações de masoquismo e pedofilia, praticamente não há casos de mulheres nas restantes parafilias.
-
neuroseEstima-se que o termo neurose tenha sido introduzido em 1777 pelo médico escocês William Cullen, mas
-
ostracismoMedida preventiva de origem ateniense, decretada pela Assembleia do Povo ou Eclésia, que condenava a
-
parapsicologiaCampo da psicologia que investiga todos os fenómenos que não podem ser aparentemente explicados em t
-
posição paranoideMelanie Klein criou esta expressão para caracterizar uma das fases do desenvolvimento infantil, junt
-
outroEm termos antropológicos e étnicos, a questão do "outro" está radicada nas diferenças culturais e na
-
passividadeA passividade caracteriza-se por uma ausência ou reduzida vontade de agir e também por uma fraca cap
-
relações objetaisEm termos psicanalíticos, as relações objetais referem-se às relações emocionais entre sujeito e obj
-
paranoiaA paranoia é uma perturbação mental assinalada por ilusões e ideias paranoides de grandeza, de ciúme
-
pai (psicologia)Segundo a psicologia, o pai tem um papel significativo pela sua multiplicidade de funções, referênci
-
objeto transitivoEste termo foi inicialmente criado por Donald Winnicott em 1953, para denominar um objeto concreto s