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perífrase (retórica)
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Figura de retórica que consiste em utilizar uma expressão mais longa e analítica para designar ou descrever aquilo que se podia exprimir por uma palavra. A perífrase pode ter duas intenções distintas: uma intenção eufemística, ao camuflar de certo modo uma realidade ou um aspeto dela, e uma intenção descritiva, de explicitar melhor um conteúdo ou uma ideia. No primeiro caso, a perífrase está ao serviço do eufemismo, da charada, da adivinha e do enigma. No segundo caso, a perífrase está ao serviço de um discurso didático, ideológico, religioso ou estético e tem como objetivo mostrar dimensões de sentido não evocadas pela palavra substituída para designar uma certa realidade. Seguem-se alguns exemplos do uso da perífrase com objetivos estéticos e descritivos na literatura portuguesa:
"Pelo neto gentil do velho Atlante" (para designar Mercúrio)
(Camões, Os Lusíadas, I, 20)
"Ouvido tinha aos Fados que viria
Hua gente fortíssima de Espanha" (para designar os portugueses)
(Camões, Os Lusíadas, I, 31)
"Da parte donde o dia vem nascendo,
Com a Ásia se avizinha; mas o rio" (para designar o Oriente)
(Camões, Os Lusíadas, III, 7)
"E onde Febo repousa no Oceano" (para designar o pôr do sol)
(Camões, Os Lusíadas, III, 20)
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Como referenciar
Porto Editora – perífrase (retórica) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-20 16:39:41]. Disponível em

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