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Poema da Mocidade
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Da autoria de Pinheiro Chagas, é o volume que reúne o Poema da Mocidade, do qual alguns fragmentos já tinham sido publicados na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, e o poemeto Anjo do Lar, inicialmente publicado em 1863.

A obra abre com uma "Invocação à mocidade", onde o jovem autor censura a juventude que prostitui a sua lira e a sacrifica à ambição e ao ceticismo, demarcando-se veementemente dessa posição: "E creio com fervor! sinto, na mente, puro/ o fogo da poesia audaz resplandecer!/ Guardo no coração, como em sacrário obscuro,/ o amor da natureza, o culto da mulher!".

Pinheiro Chagas (1842-1895), escritor, historiador e político
O mesmo tom está patente na "Carta" a António Feliciano de Castilho, onde Pinheiro Chagas preconiza uma poesia que promova o "culto dos afetos santos e puros" e contribua para desprender "o espírito universal dos torpes laços com que a matéria procura prender a humanidade ao rochedo do embrutecimento".

O Poema da Mocidade acaba por ser recordado pela sua relação com o desencadear da Questão Coimbrã, já que, como é sabido, foram as referências irónicas de Castilho, na sua carta-posfácio, à moderna escola de Coimbra e à sua poesia ininteligível que motivaram as reações de Antero de Quental e Teófilo Braga.

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Como referenciar
Poema da Mocidade na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$poema-da-mocidade [visualizado em 2026-06-04 03:04:12].

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