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porcelana
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O nome dado a este tipo de cerâmica derivou da analogia com uma concha translúcida que serviu de moeda em algumas regiões da Europa e cujo formato se assemelhava a um bácoro ou "porcello" (vocábulo que evoluiu para "porcelana"). Alguns estudiosos apontam o início da produção da porcelana na China entre os séculos XVII e XII a. C., na vigência da época Chang, mas a data que é aceite pela maior parte dos especialistas é o século IX d. C. Na época Chang, ter-se-iam dado os primeiros passos no que seria o método de produção da porcelana, utilizando-se grês com caulino sem porosidades. No século IX, a vitrificação decorreu de um processo de junção de uma espécie de quartzo branco com feldspato de granito decomposto. As porcelanas podem ser de tipo mole (também designada de "porceana" ou de "pasta mole") ou duro, sendo que este último pode fundir-se a uma temperatura tão alta como 1500 graus centígrados. Durante o século XVI, em Itália (Veneza), Bernardo Buontalento efetuou ao serviço da família Médici experiências para conseguir produzir porcelana igual à chinesa, tendo conseguido apenas um produto similar que se denominou "porcelana dos Médici".
É célebre a porcelana produzida durante a dinastia Ming – dinastia em que se iniciou a exportação por intermédio dos Portugueses – devido ao elevado grau de perfeição atingido. Após a qualidade ter decaído com o fim desta dinastia, o período áureo seguinte foi o do reinado de Kang Xi, com cerca de 3000 fornos a produzir objetos em porcelana. Os Portugueses teriam sido dos primeiros navegadores a difundir, ainda no século XVI, os objetos de porcelana para além das fronteiras da China. Logo no século seguinte, efetuaram-se as primeiras tentativas de imitação deste material em oficinas da Alemanha e de França. Contudo, esta empresa apenas teria sucesso nas fábricas de Saxe e de Sèvres no decorrer do século XVIII, destacando-se esta última na produção de porcelana esmaltada. Com a chegada dos europeus à China, assistiu-se a um novo ressurgir da produção cerâmica, tendo a exportação de porcelana atingido níveis incomensuráveis, sendo uma das razões principais da grande quantidade de louça produzida para exportação o facto de a partir de 1608 os ceramistas terem perdido o patrocínio imperial. Destaca-se, no início do século XVII, a chamada "louça kraak", nome derivado do tipo de embarcações holandesas e portuguesas que a transportavam, as carracas. Assim, ainda durante o século XVII iniciou-se na China e no Japão a fatura da chamada "porcelana de exportação", realizada por encomenda e distribuída por Companhias como a Companhia das Índias (Portugal) e a Companhia Holandesa das Índias Orientais. Algumas destas peças eram redecoradas segundo o gosto local quando chegavam ao destino. Do Japão, também um grande produtor e exportador de porcelana, evidenciou-se na exportação a porcelana "Imari" (comercializada externamente a partir de 1644) e a "Kakiemon" (cuja difusão além-mar se iniciou ainda no século XVII, tal como as anteriormente mencionadas).
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Como referenciar
Porto Editora – porcelana na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-23 17:23:17]. Disponível em

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