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Prática de oito figuras
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Simples conversa entre oito figuras, "esta obra não tem enredo e não constitui propriamente uma comédia", segundo Alberto Pimentel, in Obras do poeta Chiado, colligidas, annotadas e prefaciadas por Alberto Pimentel, Lisboa, 28 de março de 1889.

A prática começa com um monólogo de Paiva a respeito dos vícios do paço, lugar cheio de hipocrisia, malícia e traição. De seguida, estabelece-se um diálogo entre o Paiva e o Faria (moço do Dono da Casa) sobre assuntos vários: a vida que levam com os amos, projetos para o futuro, entrada na vida eclesiástica, etc.

Entretanto, várias figuras - Ambrósio da Gama, o Negro, Lopo da Silveira, Gomes da Rocha, o Capelão e Aires Galvão - vão entrando sucessivamente e vão enriquecendo a conversa.
Dividida em duas partes, esta prática encerra temas diversos que assentam na desmistificação das instituições sociais e dos costumes do século XVI.

Assim, a conversa vai tomando rumos diferentes, deixando de lado as preocupações de carácter mais concreto para abordar assuntos mais profundos como os da conjuntura política, o desconcerto do mundo, a fugacidade das coisas, a precariedade da amizade, a venalidade, a cobiça, a vaidade dos homens e a vivência pouco cristã.

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Como referenciar
Prática de oito figuras na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$pratica-de-oito-figuras [visualizado em 2026-06-06 02:05:12].

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