programação neurolinguística
A programação neurolinguística, ou PNL, foi desenvolvida na década de 70 nos Estados Unidos da América, por Richard Bandler e John Grinder. O nome surgiu provavelmente pela formação dos seus criadores (matemática/comunicação). Baseia-se nos trabalhos de Erickson e deu origem a outros procedimentos hipnoterapêuticos.
É uma terapia que utiliza diversas técnicas para aperfeiçoar os recursos cerebrais através da comunicação do indivíduo consigo e com os outros, desenvolvendo habilidades, melhorando as emoções, os hábitos e os relacionamentos, pela cura de traumas, fobias e alergias, bem como pela resolução de conflitos internos através da mudança.
A programação neurolinguística é uma técnica de comunicação e mudança que se pode aplicar à formação ou à terapia.
Articula certos aspetos da hipnose (a sugestão, por exemplo), elementos da teoria da comunicação (teoria sistémica de Bateson) e das terapias comportamentais (o recondicionamento, por exemplo).
É uma terapia breve, simples e pragmática, que visa uma mudança comportamental. Assim, tende a levar o cliente a clarificar os seus objetivos e a aperceber-se dos seus recursos internos, sejam físicos, cognitivos ou emocionais, que permitirão a realização ótima dos seus fins.
O objetivo da PNL é o de conseguir uma maior flexibilidade dos comportamentos e o de ultrapassar as limitações que acarreta a repetição sucessiva das mesmas atitudes e soluções que não resolvem convenientemente os problemas existentes.
Apoia-se em quatro princípios:
- estabelecer um contacto real com o interlocutor, tendo em atenção tanto um nível verbal como o não verbal;
- utiliza a hipnose, de forma a aceder aos recursos inconscientes do cliente, que permite a mudança; o terapeuta utiliza a hipnose, provocando um estado de transe passageiro e pouco profundo, que é induzido por técnicas verbais, corporais ou mentais e que permitem contornar as resistências da consciência;
- utiliza a ancoragem, que é um procedimento em que se associa um sinal verbal ou corporal ao estado ou comportamento que se quer alterar. Como este sinal está estreitamente associado a um dado estado mental, vai permitir atuar de forma inconsciente nos processos rígidos e reforçar positivamente os recursos que o sujeito pode usar numa situação;
- por último, usa o reenquadramento, que consiste em substituir o comportamento sintomático do cliente por outros comportamentos mais saudáveis, para compreender que benefícios secundários pode retirar dos seus sintomas. Em seguida, leva-se o cliente a experimentar e a compreender que pode atingir os mesmos objetivos através de comportamentos menos negativos e mais adaptados. Trata-se de incitar o cliente a encontrar os recursos que melhor lhe permitam responder aos objetivos que persegue.
Desta forma, a PNL esforça-se por modificar as programações que induzem as pessoas a agir, influenciando as suas representações e os seus comportamentos.
Pratica-se em grupo ou individualmente, tanto em contextos de formação em relações humanas como em contexto de psicoterapia.
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