proteção catódica por correntes impostas
A proteção catódica por correntes impostas, é um processo utilizado para proteger uma substância de um ataque químico (corrosão). Esta proteção baseia-se no facto de existir um ânodo inerte e um retificador (fonte externa de corrente).
A corrente fornecida pelo retificador entra no solo através do ânodo e passa para a estrutura metálica, suprimindo-se a corrosão.
Para a dispersão da corrente elétrica no eletrólito são utilizados ânodos especiais, inertes, com características e aplicações que dependem do eletrólito onde são utilizados: ânodo de grafite em estruturas metálicas enterradas em solos ou imersas em água doce; ânodo de ferro-silício (14,5% Si) em estruturas metálicas enterradas em solos ou imersas em água doce; ânodo de ferro-silício-crómio (14,5% Si, 4,5% Cr) em estruturas metálicas enterradas em solos com alto teor de cloretos e imersas em água do mar ou em água doce; ânodo de chumbo-antimónio-prata (93%Pb, 6%Sb, 1%Ag) em estruturas metálicas imersas em água do mar; e ânodo de titânio platinizado e tântalo ou nióbio platinizados em estruturas metálicas imersas em água do mar.
Os ânodos mais frequentes são a grafite, o aço e ligas de silício-ferro. A grafite é mais cara em termos de custo inicial e de exigências de corrente já que, por ser mais nobre do que o ferro, a fonte de corrente terá que vencer essa diferença de potencial (o que não acontece quando o ânodo é de ferro). Além disso, a reação anódica da grafite será a libertação de oxigénio (ou cloro), a qual apresenta elevada sobretensão. Pelo contrário, o ferro, por ser ativo, tem como reação anódica a sua dissolução, que tem baixa sobretensão. Finalmente, a grafite é bastante frágil, exigindo bastantes cuidados na respetiva instalação.
Os ânodos inertes ou auxiliares podem ser de três tipos: ânodo pontual; ânodo distribuído e ânodo contínuo.
Usando um ânodo distribuído conseguir-se-á uma melhor distribuição de corrente e mais baixa resistência e como ânodo contínuo pode-se aproveitar um trilho de caminho de ferro abandonado.
A grande vantagem do método de proteção catódica por corrente imposta consiste no facto de a fonte geradora (retificador de corrente) poder ter a potência e a tensão de saída de que se necessita, em função da resistividade elétrica do eletrólito, o que leva a concluir que este método é aplicado a estruturas em contacto com eletrólitos de baixa (3000 a 10000 ohm.cm), média (10000 a 50000 ohm.cm), alta (50000 a
100000 ohm.cm) e altíssima (acima dos 100000 ohm.cm) resistividade elétrica.
Quando os ânodos inertes são enterrados no solo há necessidade, na maioria das vezes, de envolvê-los com um enchimento condutor de coque metalúrgico moído, com resistividade elétrica máxima de 100 ohm.cm, que possui as finalidades de diminuir a resistência de aterramento, facilitando a passagem da corrente elétrica do ânodo para o solo, e de diminuir o desgaste do ânodo, uma vez que, com o enchimento condutor bem compactado, a maior parte da corrente é descarregada diretamente do coque metalúrgico para o solo.
A corrente fornecida pelo retificador entra no solo através do ânodo e passa para a estrutura metálica, suprimindo-se a corrosão.
Para a dispersão da corrente elétrica no eletrólito são utilizados ânodos especiais, inertes, com características e aplicações que dependem do eletrólito onde são utilizados: ânodo de grafite em estruturas metálicas enterradas em solos ou imersas em água doce; ânodo de ferro-silício (14,5% Si) em estruturas metálicas enterradas em solos ou imersas em água doce; ânodo de ferro-silício-crómio (14,5% Si, 4,5% Cr) em estruturas metálicas enterradas em solos com alto teor de cloretos e imersas em água do mar ou em água doce; ânodo de chumbo-antimónio-prata (93%Pb, 6%Sb, 1%Ag) em estruturas metálicas imersas em água do mar; e ânodo de titânio platinizado e tântalo ou nióbio platinizados em estruturas metálicas imersas em água do mar.
Os ânodos mais frequentes são a grafite, o aço e ligas de silício-ferro. A grafite é mais cara em termos de custo inicial e de exigências de corrente já que, por ser mais nobre do que o ferro, a fonte de corrente terá que vencer essa diferença de potencial (o que não acontece quando o ânodo é de ferro). Além disso, a reação anódica da grafite será a libertação de oxigénio (ou cloro), a qual apresenta elevada sobretensão. Pelo contrário, o ferro, por ser ativo, tem como reação anódica a sua dissolução, que tem baixa sobretensão. Finalmente, a grafite é bastante frágil, exigindo bastantes cuidados na respetiva instalação.
Os ânodos inertes ou auxiliares podem ser de três tipos: ânodo pontual; ânodo distribuído e ânodo contínuo.
Usando um ânodo distribuído conseguir-se-á uma melhor distribuição de corrente e mais baixa resistência e como ânodo contínuo pode-se aproveitar um trilho de caminho de ferro abandonado.
A grande vantagem do método de proteção catódica por corrente imposta consiste no facto de a fonte geradora (retificador de corrente) poder ter a potência e a tensão de saída de que se necessita, em função da resistividade elétrica do eletrólito, o que leva a concluir que este método é aplicado a estruturas em contacto com eletrólitos de baixa (3000 a 10000 ohm.cm), média (10000 a 50000 ohm.cm), alta (50000 a
100000 ohm.cm) e altíssima (acima dos 100000 ohm.cm) resistividade elétrica.
Quando os ânodos inertes são enterrados no solo há necessidade, na maioria das vezes, de envolvê-los com um enchimento condutor de coque metalúrgico moído, com resistividade elétrica máxima de 100 ohm.cm, que possui as finalidades de diminuir a resistência de aterramento, facilitando a passagem da corrente elétrica do ânodo para o solo, e de diminuir o desgaste do ânodo, uma vez que, com o enchimento condutor bem compactado, a maior parte da corrente é descarregada diretamente do coque metalúrgico para o solo.
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Como referenciar
proteção catódica por correntes impostas na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$protecao-catodica-por-correntes-impostas [visualizado em 2026-06-26 11:30:20].
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