psicoterapia breve
Este tipo de psicoterapia foi desenvolvida inicialmente por Balint e Malan na década de 50.
A psicoterapia breve é de inspiração psicanalítica e assenta essencialmente na análise da relação de transferência. Este tipo de psicoterapia surge pela necessidade de existência de terapias em que a cura não se alongue tanto no tempo como no caso da psicanálise clássica.
O desejo de abreviar o tratamento analítico justifica-se perfeitamente, ainda que as modificações psíquicas profundas se operem lentamente e nos processos inconscientes não exista temporalidade.
O problema da duração dos tratamentos preocupou Freud até à sua morte e a ele se deve a eclosão de numerosas técnicas de psicoterapia analítica breve.
Ferenczi desenvolveu, por volta de 1918, aquilo a que se chamou técnica ativa, e que visava, quando o tratamento chegava a um impasse, dar uma impulsão nova ao processo analítico, o que levava o paciente a enfrentar ativamente os seus medos e defesas e a reduzir em tempo a sua cura.
Existem assim várias técnicas de psicoterapia breve, desenvolvidas por vários analistas, tais como por exemplo Malan com a sua técnica focal. Esta técnica baseia-se em dar ênfase a uma característica específica do seu método, o que permite atingir os objetivos terapêuticos num prazo mais curto que o das abordagens tradicionais.
Todas elas têm algo em comum: uma atitude mais ativa por parte do terapeuta e consequente maior participação deste; uma duração determinada previamente no início do tratamento, de acordo com o paciente e que pode ir de três meses a um ano; tem também um objetivo limitado em que o tratamento é focado e a posição terapêutica acontece num frente a frente.
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