psicoterapia de apoio
A psicoterapia de apoio é das mais frequentes e também das menos elaboradas das psicoterapias existentes. Pode ser utilizada isoladamente, constituindo o tratamento essencial ou o único praticável; e pode também ser o ponto de partida para uma psicoterapia de maior profundidade.
Esta orienta-se para mudanças de comportamento e alívio de sintomas, mas não para mudanças de personalidade nem para conflitos inconscientes.
Tenta-se fazer uma elucidação do mundo, de si e das suas vivências à luz da incapacidade que traz a pessoa até ao terapeuta.
"Trabalha" fundamentalmente o reforço dos mecanismos de defesa, sendo útil que as pessoas mantenham o recalcamento e estabelece-se num registo do consciente e do que está perto do consciente. "Trabalhar" o inconsciente só vai trazer mais ansiedade e angústia ao sujeito.
A atitude do terapeuta tem de se adequar ao sujeito. Em psicóticos e casos de borderline, tem de se dar espaço para manifestarem os seus pensamentos delirantes, mas não ir ao conteúdo latente daquele material. A expressão dos afetos já é terapêutica, o terapeuta tem de agir securizando e acalmando o indivíduo e não criando ansiedade.
O terapeuta no apoio funciona como um ego auxiliar. Pode intervir na sua vida com as condicionantes éticas que existem: ajudar as pessoas a tomarem decisões, sugerir atividades, estabelece um relacionamento positivo que privilegia a relação e favorece uma identificação positiva com o terapeuta.
Sem ocorrer em erro técnico, o terapeuta pode falar em alguns aspetos da sua vida pessoal. Por vezes, pode ser importante encorajar a pessoa a pensar como o terapeuta. O terapeuta pode também funcionar como um superego auxiliar. Não constitui erro reforçar e gratificar as conquistas que o sujeito vai efetuando.
Geralmente, começa-se com uma sessão semanal com a duração aproximada de 30/40 minutos, que pode ser reduzida para duas por mês e que podem ainda ser reduzidas para mensal ou semestral. Regra geral, tem a duração de um ano.
No final da psicoterapia pode-se sugerir que o sujeito pratique outra psicoterapia ou dar a terapia por terminada.
Esta psicoterapia funciona como uma ponte entre o sujeito e o exterior que é estabelecida através do terapeuta. São situações em que não se justifica que o indivíduo faça uma terapia específica, pois não é uma situação muito complicada. É bastante adequada em situações de saúde.
Objetivo do terapeuta: compreender o outro e ajudá-lo a compreender-se melhor e a alterar o seu comportamento, aumentar a sua confiança para lidar com situações complicadas.
Objetivos da terapia: restabelecer o equilíbrio psicológico, diminuir os sintomas, reforçar as defesas, melhorar a adaptação ao meio exterior.
Indicações: estados reativos (em sujeitos normalmente bem adaptados), estados neuróticos ansiosos, pacientes imaturos, esquizofrénicos e estados delirantes crónicos medicados.
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