Quebra dos Escudos
Cerimónia praticada desde a morte de D. João I. Segundo o que se sabe, consistia em quebrar os escudos do rei falecido para os substituir pelos do novo monarca. O Regimento do Senado, feito na época de D. Manuel I, regulamentou esta cerimónia.
Efetuava-se em Lisboa e no Porto, como principais centros, e estavam presentes todos os funcionários do Estado e o povo, que era convocado por editais. Havia um séquito, no qual estava um dos procuradores da cidade que, montado num cavalo, empunhava numa haste negra uma bandeira da mesma cor que rojava o chão. De cada lado seguiam cidadãos sustendo varas pretas, e no meio seguiam dois juízes do crime e um cível, tendo cada um escudo negro. No final seguia o Tribunal do Senado, com varas também negras.
Chegado o cortejo a uma praça pública, quebravam-se os escudos e seguia-se depois para a Sé, onde se efetuavam as exéquias em memória do monarca.
Este cerimonial efetuou-se até à morte de D. Pedro V, em 1861.
Efetuava-se em Lisboa e no Porto, como principais centros, e estavam presentes todos os funcionários do Estado e o povo, que era convocado por editais. Havia um séquito, no qual estava um dos procuradores da cidade que, montado num cavalo, empunhava numa haste negra uma bandeira da mesma cor que rojava o chão. De cada lado seguiam cidadãos sustendo varas pretas, e no meio seguiam dois juízes do crime e um cível, tendo cada um escudo negro. No final seguia o Tribunal do Senado, com varas também negras.
Chegado o cortejo a uma praça pública, quebravam-se os escudos e seguia-se depois para a Sé, onde se efetuavam as exéquias em memória do monarca.
Este cerimonial efetuou-se até à morte de D. Pedro V, em 1861.
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Como referenciar
Quebra dos Escudos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$quebra-dos-escudos [visualizado em 2026-06-17 16:04:30].
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