Ritos e Mitos dos Celtas
Conhecemos relativamente mal a religiosidade dos povos celtas. Os textos mais antigos em língua celta são, na sua maioria, traduções alto-medievais da Bíblia e do Evangelho. De igual modo, as fontes clássicas, sobretudo romanas, são pouco precisas e fiáveis nos seus conteúdos. Desta forma, o quadro interpretativo é muito abrangente.
Como povo essencialmente camponês que era, os Celtas acreditavam nos poderes mágicos que invadiam todos os aspetos da vida e do ambiente, através de rituais e sacrifícios, e pela narração de mitos. Contudo, um panteão organizado não tinha lugar no espaço religioso celta, numa tradição proveniente dos antepassados arianos dos indianos e dos ítalos precursores dos romanos.
O ano celta encontrava-se dividido em duas estações principais, uma quente e outra fria, subdivididas em quatro festas (Imbole, Beltainee, Lughnasa, Gamain). Na Irlanda, a mais importante era o Samain, profundamente ligada à renovação da fecundidade da terra e dos seus habitantes, com reflexos mitológicos na união entre o deus tribal e a deusa da Natureza (por exemplo Morrigan).
As divindades célticas masculinas e femininas apresentavam-se na forma de tríades, não com o significado de conceito trinitário ou de união entre seres sobrenaturais distintos, mas sim como expressão do poder extremo de toda a divindade.
No âmbito dos espaços de tipo sagrado, os recintos de árvores sagrados assumem particular destaque. Tratam-se de bosques sagrados ou de extensões de terreno onde cresciam núcleos arbóreos. Conhecem-se exemplares em Drunemeton, na Ásia Menor, Nemetobriga, na Galiza, ou Nemetodurum, no Nordeste da Gália. De igual modo significativos são alguns santuários recentemente localizados. O de Gournay-sur-Aronde, no Oise, encontrava-se rodeado por um fosso e uma paliçada, onde eram depositadas as armas tomadas ao inimigo, albergando no espaço interior uma estrutura em madeira (templo) com fossas dedicadas ao sacrifício de animais. Outros locais "rituais" apresentavam, inclusive, quantidades significativas de ossadas e crânios de guerreiros cuidadosamente empilhados ou inclusos em nichos existentes em portais.
Neste "universo" simbólico celta, a figura dos oficiantes da magia e do ritual, os druidas, assumia papel de destaque. A sua intervenção seria essencialmente de apoio ritual, numa aproximação aos xamãs da zona nórdica euro-asiática. Contudo, a sua intervenção poderia ser relativamente mais ampla, uma vez que surgem documentados como usando armas e como chefes de família e muitas vezes ocupando posição de arbítrio ou como conselheiros reais.
Como povo essencialmente camponês que era, os Celtas acreditavam nos poderes mágicos que invadiam todos os aspetos da vida e do ambiente, através de rituais e sacrifícios, e pela narração de mitos. Contudo, um panteão organizado não tinha lugar no espaço religioso celta, numa tradição proveniente dos antepassados arianos dos indianos e dos ítalos precursores dos romanos.
O ano celta encontrava-se dividido em duas estações principais, uma quente e outra fria, subdivididas em quatro festas (Imbole, Beltainee, Lughnasa, Gamain). Na Irlanda, a mais importante era o Samain, profundamente ligada à renovação da fecundidade da terra e dos seus habitantes, com reflexos mitológicos na união entre o deus tribal e a deusa da Natureza (por exemplo Morrigan).
No âmbito dos espaços de tipo sagrado, os recintos de árvores sagrados assumem particular destaque. Tratam-se de bosques sagrados ou de extensões de terreno onde cresciam núcleos arbóreos. Conhecem-se exemplares em Drunemeton, na Ásia Menor, Nemetobriga, na Galiza, ou Nemetodurum, no Nordeste da Gália. De igual modo significativos são alguns santuários recentemente localizados. O de Gournay-sur-Aronde, no Oise, encontrava-se rodeado por um fosso e uma paliçada, onde eram depositadas as armas tomadas ao inimigo, albergando no espaço interior uma estrutura em madeira (templo) com fossas dedicadas ao sacrifício de animais. Outros locais "rituais" apresentavam, inclusive, quantidades significativas de ossadas e crânios de guerreiros cuidadosamente empilhados ou inclusos em nichos existentes em portais.
Neste "universo" simbólico celta, a figura dos oficiantes da magia e do ritual, os druidas, assumia papel de destaque. A sua intervenção seria essencialmente de apoio ritual, numa aproximação aos xamãs da zona nórdica euro-asiática. Contudo, a sua intervenção poderia ser relativamente mais ampla, uma vez que surgem documentados como usando armas e como chefes de família e muitas vezes ocupando posição de arbítrio ou como conselheiros reais.
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Como referenciar
Ritos e Mitos dos Celtas na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$ritos-e-mitos-dos-celtas [visualizado em 2026-07-11 23:34:32].
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