S. Melquíades
Papa africano, também denominado Milcíades, era filho de pais gregos e natural de África ou, segundo alguns, de Roma.
Com ele se inaugurou o início de uma era em que o Cristianismo foi reconhecido e aceite por meio do édito do imperador Galério, emitido a 30 de abril de 311, com a condição de não entrar em conflito com a ordem. O seu pontificado decorreu de 2 de julho de 311 a 10 de janeiro de 314.
No mês de fevereiro de 313, os imperadores Licínio e Constantino reunidos em Milão decidiram ratificar o édito de Galério e ainda tornar a Igreja Católica uma instituição plenamente afirmada. Assim, o referido édito ficou a ser conhecido também como Édito de Milão.
O palácio da imperatriz Fausta em Latrão (Roma) foi oferecido ao papa pela colaboração com o imperador, sendo a basílica transformada em igreja (denominando-se Basílica de São João de Latrão) e residência papal. Este modelo foi copiado por toda a Cristandade.
Iniciou-se então um pleno desenvolvimento das capacidades humanitárias do Cristianismo, doutrina relativamente recente, ao poder passar a administrar bens que eram doados e legados para fazer face aos seus deveres e a exercer a caridade.
Melquíades teve de resolver um grave problema que surgiu em África, o donatismo. Esta fação, chefiada por um bispo chamado Donato, opunha-se mais uma vez ao perdão dos lapsi (pessoas que tinham renegado a religião aquando das perseguições para se salvarem) e tinha deposto o bispo Ceciliano de Cartago porque tinha sido consagrado, entre outros, por um bispo considerado renegado. Foi então convocado um sínodo que decidiu readmitir Ceciliano, com base no facto de a sua designação como bispo nada ter tido a ver com o valor moral do consagrador.
Donato, porém, foi excomungado por não aceitar a decisão, acusando, sem qualquer êxito, o papa e os seus apoiantes de também serem lapsi. A instabilidade causada foi tal que o imperador Constantino pediu ao papa para convocar um sínodo no qual participasse toda a Igreja do Ocidente. Este sínodo acabou por não se realizar durante o seu papado, porque Melquíades entretanto faleceu.
Com ele se inaugurou o início de uma era em que o Cristianismo foi reconhecido e aceite por meio do édito do imperador Galério, emitido a 30 de abril de 311, com a condição de não entrar em conflito com a ordem. O seu pontificado decorreu de 2 de julho de 311 a 10 de janeiro de 314.
No mês de fevereiro de 313, os imperadores Licínio e Constantino reunidos em Milão decidiram ratificar o édito de Galério e ainda tornar a Igreja Católica uma instituição plenamente afirmada. Assim, o referido édito ficou a ser conhecido também como Édito de Milão.
O palácio da imperatriz Fausta em Latrão (Roma) foi oferecido ao papa pela colaboração com o imperador, sendo a basílica transformada em igreja (denominando-se Basílica de São João de Latrão) e residência papal. Este modelo foi copiado por toda a Cristandade.
Iniciou-se então um pleno desenvolvimento das capacidades humanitárias do Cristianismo, doutrina relativamente recente, ao poder passar a administrar bens que eram doados e legados para fazer face aos seus deveres e a exercer a caridade.
Melquíades teve de resolver um grave problema que surgiu em África, o donatismo. Esta fação, chefiada por um bispo chamado Donato, opunha-se mais uma vez ao perdão dos lapsi (pessoas que tinham renegado a religião aquando das perseguições para se salvarem) e tinha deposto o bispo Ceciliano de Cartago porque tinha sido consagrado, entre outros, por um bispo considerado renegado. Foi então convocado um sínodo que decidiu readmitir Ceciliano, com base no facto de a sua designação como bispo nada ter tido a ver com o valor moral do consagrador.
Donato, porém, foi excomungado por não aceitar a decisão, acusando, sem qualquer êxito, o papa e os seus apoiantes de também serem lapsi. A instabilidade causada foi tal que o imperador Constantino pediu ao papa para convocar um sínodo no qual participasse toda a Igreja do Ocidente. Este sínodo acabou por não se realizar durante o seu papado, porque Melquíades entretanto faleceu.
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Como referenciar
S. Melquíades na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$s.-melquiades [visualizado em 2026-06-04 20:50:49].
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