semântica cognitiva
As investigações psicologistas de E. Rosch (1973, 1975, 1978) e de B. Berlin (1974) sobre a organização categorial das cores e das plantas, respetivamente, conduziram à aplicação de uma abordagem cognitivista aos estudos semânticos.
A semântica cognitiva representa uma alternativa à conceção artificial e idealizada da língua tal como a concebe a gramática generativa. Insere-se nos novos paradigmas da Linguística do Uso, por oposição aos modelos estruturalistas e generativistas centrados no estudo da langue Saussuriana, uma vez que se interessa pelos aspetos que dizem respeito aos processos que o falante usa para categorizar o mundo, durante a sua performance linguística. Trata-se de um paradigma linguístico em franca expansão.
O cognitivismo tornou-se um modelo mais adequado ao objeto de estudo da semântica, uma vez que a forma como categorizamos a realidade envolvente é o resultado de um processo semântico e cognitivo, visto decorrer da nossa experiência corpórea com o mundo. Além disso, a linguagem em interação com outros sistemas cognitivos (como a perceção, a memória, o raciocínio, a atenção) é parte integrante do fenómeno mais abrangente que constitui a cognição humana, sendo a semântica o mecanismo mais especializado na categorização.
A categorização é um conceito fundamental em semântica cognitiva e pode ser entendida como mecanismo de organização da informação apreendida no mundo que nos permite simplificar a complexa multiplicidade de elementos que nos chegam através dos sentidos e que são filtrados pela nossa experiência social e cultural. A categorização baseia-se em processos de generalização, abstração e discriminação. Associada à noção de categorização surge o conceito de protótipo e de membros periféricos, essencial também em semântica cognitiva.
Por semântica cognitiva entende-se, a nível restrito, um conjunto de propostas teóricas que procuram perceber a interação entre o significado extraído do dicionário e os conhecimentos enciclopédicos e pragmáticos. Nesta linha, surgiram os conceitos de modelo cognitivo idealizado (G. Lakoff, 1987), de domínio cognitivo (R. Langacker, 1987, 1991), de marco (C. Fillmore, 1985) e de espaço mental (G. Fauconnier, 1984). A um nível mais genérico, entende-se por semântica cognitiva os estudos que partem da análise dos processos de categorização, pelo que certas relações léxicas (metáfora, metonímia, polissemia, homonímia, hiperonímia, hiponímia, antonímia e sinonímia) recebem novas interpretações à luz da teoria dos protótipos e do fenómeno da categorização linguística.
Os principais estudos em semântica cognitiva foram desenvolvidos por George Lakoff, Ronald Langacker, Dirk Geeraerts, C. Fillmore e G. Fauconnier, entre outros.
Em Portugal, os principais estudos em semântica cognitiva foram levados a cabo por Anna Batoréo (1996), sobre a expressão do espaço em Português Europeu, por Augusto Soares da Silva (1999) sobre a semântica do verbo deixar e por José Teixeira (2001), sobre modelos mentais subjacentes às proposições frente/trás.
A semântica cognitiva representa uma alternativa à conceção artificial e idealizada da língua tal como a concebe a gramática generativa. Insere-se nos novos paradigmas da Linguística do Uso, por oposição aos modelos estruturalistas e generativistas centrados no estudo da langue Saussuriana, uma vez que se interessa pelos aspetos que dizem respeito aos processos que o falante usa para categorizar o mundo, durante a sua performance linguística. Trata-se de um paradigma linguístico em franca expansão.
O cognitivismo tornou-se um modelo mais adequado ao objeto de estudo da semântica, uma vez que a forma como categorizamos a realidade envolvente é o resultado de um processo semântico e cognitivo, visto decorrer da nossa experiência corpórea com o mundo. Além disso, a linguagem em interação com outros sistemas cognitivos (como a perceção, a memória, o raciocínio, a atenção) é parte integrante do fenómeno mais abrangente que constitui a cognição humana, sendo a semântica o mecanismo mais especializado na categorização.
A categorização é um conceito fundamental em semântica cognitiva e pode ser entendida como mecanismo de organização da informação apreendida no mundo que nos permite simplificar a complexa multiplicidade de elementos que nos chegam através dos sentidos e que são filtrados pela nossa experiência social e cultural. A categorização baseia-se em processos de generalização, abstração e discriminação. Associada à noção de categorização surge o conceito de protótipo e de membros periféricos, essencial também em semântica cognitiva.
Por semântica cognitiva entende-se, a nível restrito, um conjunto de propostas teóricas que procuram perceber a interação entre o significado extraído do dicionário e os conhecimentos enciclopédicos e pragmáticos. Nesta linha, surgiram os conceitos de modelo cognitivo idealizado (G. Lakoff, 1987), de domínio cognitivo (R. Langacker, 1987, 1991), de marco (C. Fillmore, 1985) e de espaço mental (G. Fauconnier, 1984). A um nível mais genérico, entende-se por semântica cognitiva os estudos que partem da análise dos processos de categorização, pelo que certas relações léxicas (metáfora, metonímia, polissemia, homonímia, hiperonímia, hiponímia, antonímia e sinonímia) recebem novas interpretações à luz da teoria dos protótipos e do fenómeno da categorização linguística.
Os principais estudos em semântica cognitiva foram desenvolvidos por George Lakoff, Ronald Langacker, Dirk Geeraerts, C. Fillmore e G. Fauconnier, entre outros.
Em Portugal, os principais estudos em semântica cognitiva foram levados a cabo por Anna Batoréo (1996), sobre a expressão do espaço em Português Europeu, por Augusto Soares da Silva (1999) sobre a semântica do verbo deixar e por José Teixeira (2001), sobre modelos mentais subjacentes às proposições frente/trás.
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Como referenciar
semântica cognitiva na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$semantica-cognitiva [visualizado em 2026-06-04 19:39:26].
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