semântica estruturalista
A publicação do Cours de Linguistique Général (1916), de Saussure, por um lado, e a descoberta da fonologia pelo formalista russo N. S. Troubeztkoy, por outro, concorreram para a consolidação de um novo paradigma em linguística: o estruturalismo, nascido do Círculo Linguístico de Praga (1930). A sua aplicação à semântica foi levada a cabo por Leo Weisgerber (1927), que começou por defender uma conceção autónoma e imanentista do significado da palavra, rejeitando igualmente a anterior metodologia de análise diacrónica, psicológica e atomística do significado para passar a privilegiar uma metodologia de análise sincrónica e estrututural do significado da palavra. Esta conceção defendia que o significado de um signo linguístico não deve ser considerado isoladamente, mas antes deve ser determinado pela sua posição em relação às estruturas linguísticas de que faz parte.
A semântica estrutural conheceu desenvolvimentos posteriores com:
1) John Lyons (1963), que aprofundou as relações lexicais da sinonímia, antonímia e hiponímia e lançou as bases da metodologia de análise em semântica estrutural;
2) B. Pottier (1964), com o método de análise componencial ou composicional, que consistia em analisar unidades semânticas mais extensas através da sua decomposição num número restrito de unidades mínimas de significado, os semas. Contudo, a semântica componencial não foi capaz de reduzir um lexema a um número menor de semas bipolares (mais/menos) que descrevessem, à semelhança dos traços fonológicos, o significado das palavras. Por outras palavras e partindo do lexema <cadeira>, verificou-se que este não podia ser satisfatoriamente descrito pelos semas [+ assento], [+ quatro pernas], [+ encosto], porque existem cadeiras sem pernas ou com menos do que quatro pernas, sem encosto e de formas muito variadas. Esta inadequação metodológica deu lugar ao nascimento de outra metodologia de análise, a semântica generativa.
A semântica estrutural conheceu desenvolvimentos posteriores com:
1) John Lyons (1963), que aprofundou as relações lexicais da sinonímia, antonímia e hiponímia e lançou as bases da metodologia de análise em semântica estrutural;
2) B. Pottier (1964), com o método de análise componencial ou composicional, que consistia em analisar unidades semânticas mais extensas através da sua decomposição num número restrito de unidades mínimas de significado, os semas. Contudo, a semântica componencial não foi capaz de reduzir um lexema a um número menor de semas bipolares (mais/menos) que descrevessem, à semelhança dos traços fonológicos, o significado das palavras. Por outras palavras e partindo do lexema <cadeira>, verificou-se que este não podia ser satisfatoriamente descrito pelos semas [+ assento], [+ quatro pernas], [+ encosto], porque existem cadeiras sem pernas ou com menos do que quatro pernas, sem encosto e de formas muito variadas. Esta inadequação metodológica deu lugar ao nascimento de outra metodologia de análise, a semântica generativa.
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Como referenciar
semântica estruturalista na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$semantica-estruturalista [visualizado em 2026-07-17 11:39:26].
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