solitão
Um solitão consiste numa onda solitária que mantém a sua forma e velocidade, não se espalhando e dispersando da forma habitual.
Foi-lhe atribuído este nome devido a uma onda solitária que em 1834 o engenheiro naval escocês John Scott Russell (1808-1882) observou num canal, tendo-a perseguido no seu cavalo. Antes de a perder, a onda percorreu mais de um quilómetro com uma forma regular, erguida e arredondada, em vez de se espalhar e dispersar.
O choque de dois solitões não produz qualquer deformação e o choque de um solitão com um anti-solitão resulta no aniquilamento de ambos, propriedades estas que lhe conferem o carácter de partícula.
As equações matemáticas que regem o comportamento dos solitões são utilizadas para investigação em física nuclear. Na física do estado sólido utilizam-se para explicar diversos fenómenos, nomeadamente em supercondutividade.
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