suicídio (sociologia)
A análise do suicídio efetuada por Émile Durkheim teve uma influência muito grande, pelo que não se pode falar deste fenómeno em Sociologia sem partir de Durkheim.
Utilizando as estatísticas ofíciais existentes, Durkheim provou que as variáveis ambientais e psicológicas até então utilizadas para explicar o suicídio não eram adequadas para dar conta do fenómeno. Recorreu a fatores sociais para classificar vários tipos de suicídio: egoísta (derivado de uma individualização excessiva), altruísta (derivado de uma individualização insuficiente) e anómico (derivado de perturbações da ordem coletiva). Para Durkheim, deve existir em todas as sociedades um equilíbrio ótimo entre egoísmo e altruísmo, entre anomia e adaptação. Quando esse equilíbrio é frágil a taxa de suicídio aumenta.
Sainsbury (Suicide in London: an Ecological Study, 1955) concluiu que as taxas de suicídio em Londres eram mais elevadas onde os níveis de "desorganização social" eram maiores, o que está de acordo com as conclusões de Durkheim. R. Cavan (Suicide, 1928) também destacou a questão da desorganização social na explicação do suicídio.
Mas Durkheim foi acusado, nomeadamente, de misturar variáveis objetivas com variáveis subjetivas. M. Halbwachs (Les Causes du Suicide, 1930) tentou reportar todas as variáveis a variáveis objetivas. J. D. Douglas (The Social Meanings of Suicide, 1967) denunciou como um erro o tomar por base as estatísticas oficiais, pois estas estão enviesadas dum sentido que favorece as teorias da desintegração social (por exemplo, os suicídios são mais frequentemente registados como tal nas áreas urbanas que nas rurais e os grupos socialmente bem integrados são os que mais facilmente conseguem o registo de outras causas de morte quando se verificam suicídios no seu meio).
As teorias modernas acerca do suicídio aceitam geralmente que mudanças rápidas de estatuto socioeconómico são causa de suicídio, mas têm em conta fatores psicológicos individuais para explicar o motivo por que apenas certos indivíduos recorrem ao suicídio quando se encontram nessas circunstâncias.
Utilizando as estatísticas ofíciais existentes, Durkheim provou que as variáveis ambientais e psicológicas até então utilizadas para explicar o suicídio não eram adequadas para dar conta do fenómeno. Recorreu a fatores sociais para classificar vários tipos de suicídio: egoísta (derivado de uma individualização excessiva), altruísta (derivado de uma individualização insuficiente) e anómico (derivado de perturbações da ordem coletiva). Para Durkheim, deve existir em todas as sociedades um equilíbrio ótimo entre egoísmo e altruísmo, entre anomia e adaptação. Quando esse equilíbrio é frágil a taxa de suicídio aumenta.
Sainsbury (Suicide in London: an Ecological Study, 1955) concluiu que as taxas de suicídio em Londres eram mais elevadas onde os níveis de "desorganização social" eram maiores, o que está de acordo com as conclusões de Durkheim. R. Cavan (Suicide, 1928) também destacou a questão da desorganização social na explicação do suicídio.
Mas Durkheim foi acusado, nomeadamente, de misturar variáveis objetivas com variáveis subjetivas. M. Halbwachs (Les Causes du Suicide, 1930) tentou reportar todas as variáveis a variáveis objetivas. J. D. Douglas (The Social Meanings of Suicide, 1967) denunciou como um erro o tomar por base as estatísticas oficiais, pois estas estão enviesadas dum sentido que favorece as teorias da desintegração social (por exemplo, os suicídios são mais frequentemente registados como tal nas áreas urbanas que nas rurais e os grupos socialmente bem integrados são os que mais facilmente conseguem o registo de outras causas de morte quando se verificam suicídios no seu meio).
As teorias modernas acerca do suicídio aceitam geralmente que mudanças rápidas de estatuto socioeconómico são causa de suicídio, mas têm em conta fatores psicológicos individuais para explicar o motivo por que apenas certos indivíduos recorrem ao suicídio quando se encontram nessas circunstâncias.
Partilhar
Como referenciar
suicídio (sociologia) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$suicidio-(sociologia) [visualizado em 2026-06-04 23:17:36].
Outros artigos
-
estatísticas oficiaisTem-se por estatísticas oficiais o conjunto vasto de informações que são produzidas, direta ou indir...
-
desorganização social"A desorganização social designa uma perturbação da cultura existente por mudança social, evidenciad...
-
LondresAspetos Geográficos Londres, a capital do Reino Unido, localiza-se na Grã-Bretanha, mais precisament...
-
Émile DurkheimSociólogo francês, Émile Durkheim, nascido em 1858 e falecido em 1917, foi um observador atento das ...
-
segurança rodoviáriaUma das preocupações de qualquer Estado é a garantia da segurança dos seus cidadãos e a segurança ro
-
cidadania europeiaO conceito de cidadania europeia surge como complemento ao da cidadania nacional. Antes de se ser ci
-
éticaEmbora em linguagem comum não se distinga do conceito de "moral", a ética é, em rigor, a reflexão fi
-
cidadaniaNão há consenso sobre a definição da noção de cidadania. Contudo, o sentido moderno da palavra expri
-
terceira idadeEtapa da vida de um indivíduo que tem o seu início, dependendo da cultura e do desenvolvimento da so
-
Palavra do AnoA Palavra do Ano é uma iniciativa da Porta Editora que visa enaltecer a riqueza e a diversidade da l
Partilhar
Como referenciar 
suicídio (sociologia) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$suicidio-(sociologia) [visualizado em 2026-06-04 23:17:36].