taça
A associação da taça e do sangue com a ressurreição e a vida é muito antiga e anterior ao cristianismo, fazendo também parte da tradição bíblica. O sangue era um elemento precioso e sinal de vida, ao mesmo tempo alimento divino e humano, já que os sacrifícios utilizavam sangue animal ou humano para oferecer aos deuses e depois a Deus, sangue esse que se tornava divino e, assim, alimento divino para os homens.
As reminiscências destas práticas ainda hoje estão patentes em muitos rituais, nomeadamente na liturgia cristã, em que o corpo e sangue simbolizam a união do homem com Deus. O sangue humano foi progressivamente sendo substituído pelo sangue animal e, hoje, nos altares cristãos é simbolizado pela hóstia e pelo vinho, este último "sangue" da terra. O costume de levantar os copos em saudação ou brinde, bem como o ritual de oferecimento da taça no altar cristão, tem a sua origem na crença de que se devia oferecer este "sangue da terra" primeiro aos deuses para que estes não ficassem ofendidos. Se os deuses tivessem a sua parte então não castigariam com doenças ou protegeriam a saúde dos que os respeitavam com este ato, daí o nome de saudação ou "saúdes". O mesmo gesto ficou associado à evocação da presença dos deuses e era utilizado também em juramentos solenes. Os casamentos pagãos partilhavam a taça de vinho para simbolizar a sua união mútua e também com o divino. Em muitas culturas, o facto de um homem e mulher serem vistos a beber juntos em público significava um compromisso de casamento sério, prática pagã que a Igreja tentou combater a partir do século XVI. O costume de partir as taças depois de beber por elas, ainda patente, por exemplo, nos casamentos judaicos e em certos costumes festivos do Leste europeu, simbolizava a impossibilidade de desfazer o compromisso ou juramento porque a taça com que havia sido celebrada já não existia. Os místicos e alquimistas associavam a taça ao elemento feminino e à água, à fecundidade da Mãe, uma simbologia que ficou ligada à taça, por exemplo, nas cartas de Tarot e mais tarde no naipe de copas das cartas de jogar. As taças ou cálices foram sempre considerados como tendo características mágicas e milagrosas tanto nos rituais pagãos como nos cristãos. O costume das taças votivas, ou seja, elaboradas para celebrar acontecimentos importantes, é muito antigo e ainda hoje subsiste como prémio em competições desportivas.
As reminiscências destas práticas ainda hoje estão patentes em muitos rituais, nomeadamente na liturgia cristã, em que o corpo e sangue simbolizam a união do homem com Deus. O sangue humano foi progressivamente sendo substituído pelo sangue animal e, hoje, nos altares cristãos é simbolizado pela hóstia e pelo vinho, este último "sangue" da terra. O costume de levantar os copos em saudação ou brinde, bem como o ritual de oferecimento da taça no altar cristão, tem a sua origem na crença de que se devia oferecer este "sangue da terra" primeiro aos deuses para que estes não ficassem ofendidos. Se os deuses tivessem a sua parte então não castigariam com doenças ou protegeriam a saúde dos que os respeitavam com este ato, daí o nome de saudação ou "saúdes". O mesmo gesto ficou associado à evocação da presença dos deuses e era utilizado também em juramentos solenes. Os casamentos pagãos partilhavam a taça de vinho para simbolizar a sua união mútua e também com o divino. Em muitas culturas, o facto de um homem e mulher serem vistos a beber juntos em público significava um compromisso de casamento sério, prática pagã que a Igreja tentou combater a partir do século XVI. O costume de partir as taças depois de beber por elas, ainda patente, por exemplo, nos casamentos judaicos e em certos costumes festivos do Leste europeu, simbolizava a impossibilidade de desfazer o compromisso ou juramento porque a taça com que havia sido celebrada já não existia. Os místicos e alquimistas associavam a taça ao elemento feminino e à água, à fecundidade da Mãe, uma simbologia que ficou ligada à taça, por exemplo, nas cartas de Tarot e mais tarde no naipe de copas das cartas de jogar. As taças ou cálices foram sempre considerados como tendo características mágicas e milagrosas tanto nos rituais pagãos como nos cristãos. O costume das taças votivas, ou seja, elaboradas para celebrar acontecimentos importantes, é muito antigo e ainda hoje subsiste como prémio em competições desportivas.
Partilhar
Como referenciar
taça na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$taca [visualizado em 2026-06-25 17:04:54].
Outros artigos
-
DeusO termo "Deus" deriva do indo-europeu Diêus e significava "brilhar" ou "dia". Diêus era o Deus super...
-
DualismoCarácter que comporta duas realidades ou dois elementos; doutrina que admite, no Universo ou no domí
-
ÉfesoTerceiro concílio ecuménico, reunido em Éfeso, uma localidade da Ásia Menor, entre 22 de junho e 31
-
Yin e YangEste conceito do Yin e do Yang está na base do espírito filosófico chinês. Desde o século IV que o c
-
Religião e Mitologia GregasNa mitologia grega, em torno dos deuses desenvolve-se um ciclo de aventuras que se fundem com a pers
-
ecumenismo (religião)Ecumenismo, palavra que deriva do grego oikós (ambiente, espaço) ou oikouméne (terra habitada), está
-
Luteranismo e Reformas Religiosas em PortugalO luteranismo não chegou a ter grande expressão em Portugal, pois não era frequente afluírem ao rein
-
Egito: Ritos FuneráriosOs antigos Egípcios tomavam todas as precauções para sobreviverem à morte, alcançando o Além e gozan
-
Igreja e seitaA Igreja é uma instituição garante de um sistema de crenças religiosas, elaborando e reativando um c
-
O Papa e o ImpérioCom o declínio da autoridade imperial, que culminou com a queda de Roma no século V, a Igreja cristã
Partilhar
Como referenciar 
taça na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$taca [visualizado em 2026-06-25 17:04:54].