tardígrado
Filo de animais que abrange cerca de 300 espécies de seres microscópicos. Habitam na película que envolve os musgos e os líquenes nas águas doces e nas películas de água que envolvem os grãos de areia nos litorais marítimos.
O seu tamanho não ultrapassa 1 milímetro e o seu corpo é mole com uma região mais estreita. As peças bucais são dois estiletes rectrácteis. Possuem quatro pares de patas curtas não articuladas, cada uma delas com duas ou mais terminações adesivas. Deslocam-se muito desajeitadamente. O corpo é recoberto por uma cutícula não quitinosa segregada pela epiderme subjacente, que tem um número constante de células. A cutícula sofre mudas periódicas.
Vivem nas águas doces e nos litorais marítimos, mas principalmente na película de água que envolve os musgos e os líquenes. Os que habitam nos litorais marinhos vivem nas películas de água que envolvem os grãos de areia.
Embora alguns sejam carnívoros, a maioria alimenta-se dos líquidos nutritivos que obtém perfurando as células dos musgos e dos líquenes.
Podem resistir a temperaturas extremas e à dessecação. Perdendo água durante os períodos de seca, contraem-se e entram num estado de criptobiose (anabiose) semelhante ao observado nos rotíferos.
Os sexos estão separados e a fecundação, quando existe, é interna. Os machos de alguns tardígrados são muito raros ou não se conhecem.
A espécie Macrobiotus hufelandii é muito comum no hemisfério norte, vivendo em pequenas gotas de água doce entre musgos ou habitats semelhantes.
A posição dos tardígrados é discutível em qualquer esquema filogenético. Relacionam-se com os rotíferos pela sua constância celular e criptobiose, mas o seu desenvolvimento indica que são celomados, o que, associado à presença de cutícula e à muda, sugere um parentesco com os artrópodes.
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