turbina a vapor
A primeira turbina a vapor foi construída em 1883 pelo engenheiro sueco Carl Gustav de Laval.
Utiliza-se esta turbina sobretudo para gerar eletricidade ao queimar carvão pois com o auxílio do calor libertado na combustão do carvão, evapora-se água e o seu vapor impulsiona as turbinas que fazem girar os geradores elétricos.
A turbina a vapor é uma máquina exotérmica de circuito fechado na qual o vapor de água produzido numa caldeira é lançado a grande pressão e velocidade sobre umas rodas de pás ou aletas, fixas e móveis, onde se expande e finalmente se condensa antes de ser reintroduzido na caldeira.
Os escalões ou andares através dos quais se expande o vapor podem ser de ação, onde a pressão à entrada e à saída das pás é constante, ou de reação, onde a pressão à saída é inferior à da entrada. Normalmente combinam-se um ou mais escalões de ação e diversos de reação.
Existem vários métodos de funcionamento de turbinas a vapor. Na turbina Curtis, a pressão do vapor que sai da caldeira transforma-se completamente em velocidade, isto devido a uma forma especial que as pás possuem, nas quais o vapor perde em cada uma das turbinas só uma parte da velocidade. Diz-se que existe um escalonamento de velocidade.
Na turbina de pressão constante ou turbina de ação, ao contrário da turbina curtis, o vapor que sai da caldeira perde apenas uma parte da sua pressão e consequentemente a velocidade que atinge é menor.
Nas turbinas de sobrepressão ou turbinas de reação, o vapor adquire velocidade adicional ao reduzir-se a pressão nas rodas.
A turbina a vapor apresenta um rendimento mais elevado do que as turbinas a gás, mas a relação peso/potência é muito desfavorável, pelo que só se aplicam a instalações fixas, geralmente como grupo gerador nas centrais térmicas e como grupo propulsor nos grandes navios.
Caracteriza-se, além disso, por ter um excelente sincronismo e uma grande simplicidade de estrutura.
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