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Álvaro Magalhães

(…) as palavras estiveram sempre no centro da minha vida, que tem sido uma vida de palavras.

Vida de palavras

Era ainda muito novo quando descobri o encanto e o poder das palavras, mais a sua milagrosa capacidade de, mais do que nomear, criar mundos e sentidos. E a elas me agarrei, como um náufrago se agarra à tábua salvadora. Até hoje, 40 anos de escrita e mais de cem livros depois.

Aqui, devo confessar que passei a maior parte desse tempo a brincar com elas; e ainda brinco, pois somos ambos – eu e elas, as palavras – crianças grandes. Como, de resto, se dá conta em O brincador, uma coletânea dos meus poemas para os mais novos que acaba de ter uma nova e muito esmerada edição: «Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. [...] Quando for grande quero ser um brincador». De facto, escrever é brincar, a infância finalmente recuperada, como dizia Bataille. Segundo Paul Auster, essa espécie de sonho diurno que é a obra literária também não é mais do que «uma continuação e um substituto das brincadeiras da infância».        

Também cuidei das palavras de uso mais corrente e que precisavam de ser limpas e acariciadas. Devolvi-as, depois, à circulação, «lisas e lavadas, como seixos do rio», como se pode ler em  O Limpa-palavras, um poema também incluído nesse livro: «A palavra fogão faz o meu jantar. / A palavra brisa refresca-me. / A palavra solidão faz-me companhia». A própria palavra “brincador” teve de ser inventada para a ocasião, pois também tive, por vezes, de dar vida a palavras de que precisava para me exprimir melhor e ainda não existiam. E como as palavras são demasiado livres para ficarem presas a um único sentido, adicionei um novo significado – o do som – a mais de cem palavras que todos conhecem num livro também recente: O Estranhão – Adicionário Cómico. E lá está, mais brincadeira pegada com as palavras. Antes deste Adicionário, escrevi Para quê tudo isto?, a biografia (para adultos) do poeta e autor de literatura infantil Manuel António Pina, para quem as palavras eram tudo o que tínhamos para nos aguentarmos à tona da existência: «Não temos mais nada, e com tão pouco / havemos de amar e ser amados, / e de nos conformar à vida e à morte, / e ao desespero, e à alegria, / [...] / e até o silêncio, se é possível o silêncio, / havemos de, penosamente, com as nossas palavras construí-lo.»

E assim foi: de um modo ou de outro, as palavras estiveram sempre no centro da minha vida, que tem sido uma vida de palavras.

Pois bem, e para concluir: vejo também esse amor pelas palavras na Infopédia, que aloja 32 dicionários (e os dicionários são a casa das palavras), fornecendo-nos instrumentos para a navegação no interior da nossa língua, mas também promovendo aproximações, construindo pontes, desfazendo dúvidas e enganos. Na verdade, é quase um “site” de namoro com a nossa língua, esse tesouro que a todos nós compete amar, preservar, enriquecer.

 

Álvaro Magalhães 

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